Função Pública Bloco de Esquerda: Relatório da precariedade deixou milhares de fora

Bloco de Esquerda: Relatório da precariedade deixou milhares de fora

Em entrevista ao Diário de Notícias, José Soeiro, deputado do Bloco de Esquerda, diz que o partido vai insistir em que sejam incluídos no relatório milhares de trabalhadores que trabalham no Estado por via de "falsos outsoursings e empresas de trabalho temporário".
Bloco de Esquerda: Relatório da precariedade deixou milhares de fora
Bruno Simão
Negócios 06 de fevereiro de 2017 às 10:27

O relatório sobre a precariedade, elaborado pelo Governo, peca por defeito e terá de ser corrigido. A insistência é do Bloco de Esquerda, segundo diz José Soeiro, deputado bloquista, em entrevista ao Diário de Notícias publicada esta segunda-feira, 6 de Fevereiro.

 

O relatório, conhecido na semana passada, concluiu que há 116 mil pessoas a trabalhar no Estado sem vínculo de trabalho efectivo, mas Soeiro sustenta que o número peca por defeito. É que, no diagnóstico que foi feito, não constam "os milhares de trabalhadores que preenchem necessidades permanentes do Estado e que trabalham por via de empresas de trabalho temporário ou prestadoras de serviços".

 

Sendo intermediados por outras empresas e não tendo, por isso, vinculo com o Estado, estas pessoas não foram consideradas no levantamento oficial, mas "não podem ficar fora do diagnóstico, seria uma falha grave que ficassem fora do processo de integração", defende José Soeiro.

 

Assim, o Bloco de Esquerda sustenta que "tem de se corrigir e passar a incluir estes trabalhadores", para que "ninguém seja deixado de fora neste processo". José Soeiro diz que "é possível estimar que sejam alguns milhares" embora seja "difícil saber o número exacto". No entanto, sublinha, "em cada serviço quer os dirigentes quer os próprios trabalhadores sabem quem está nesta situação".




A sua opinião0
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
pub
pub
pub
pub