Finanças Públicas Bloco quer taxa de rotatividade a pagar reformas sem penalização

Bloco quer taxa de rotatividade a pagar reformas sem penalização

O partido liderado por Catarina Martins desafiou o Governo a pôr no Programa Nacional de Reformas preto no branco os objectivos de aumento do salário mínimo nacional.
Bloco quer taxa de rotatividade a pagar reformas sem penalização
Miguel Baltazar/Negócios
Marta Moitinho Oliveira 19 de abril de 2017 às 16:31

O Bloco de Esquerda defendeu esta quarta-feira, 19 de Abril, que a penalização às empresas que mais rodam os trabalhadores ajude a pagar as mexidas nas reformas antecipadas e desafiou o Governo a pôr as metas do salário mínimo preto no branco no Programa Nacional de Reformas.

A penalização da rotatividade excessiva nas empresas está em discussão "há dois anos", disse o deputado bloquista José Soeiro, recordando os valores de receita que esta medida pode gerar, à luz das previsões feitas pelo PS na elaboração do seu programa eleitoral.

Em causa estavam receitas de 350 milhões de euros no primeiro ano, 250 milhões no segundo ano, 200 milhões no terceiro ano e 200 milhões no último ano. "Já perdemos dois anos", afirmou.

"Seria útil para cumprir o direito à reforma sem qualquer penalização", defendeu, numa referência às mexidas nas regras de reforma antecipada para trabalhadores com carreiras mais longas.

Além disso, José Soeiro desafiou o Governo a assumir no Programa Nacional de Reformas, que juntamente com o Programa de Estabilidade está a ser discutido no Parlamento esta tarde, as metas do salário mínimo para os próximos dois anos, de "pelo menos 580 euros em 2018 e de pelo menos 600 euros em 2019". A trajectória do aumento do salário mínimo "deve ser uma prioridade explícita", disse. 




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comentários mais recentes
Anónimo 20.04.2017

Criem uma sociedade sem numerário (cashless society), reformem o sistema tributário de acordo com a proposta Automated Payment Transaction tax de Edgar L. Feige e substituam o sistema público em pirâmide de prestações sociais por um Rendimento Básico Universal para maiores de 21 (aproximadamente 450 euros/mês em Portugal; 750 euros/mês na Finlândia; preços de 2015) em todo e cada Estado-Membro da UE na Euro Zona. Obviamente que isto pressupõe uma aprofundada flexibilização das regras laborais no sector público e no sector privado, entre outras condições para evitar abusos ou injustiças tais como ter reclusos a receber rendimento básico ou as contribuições já feitas à Segurança Social não serem devolvidas na íntegra aos contribuintes que ainda nada receberam da Segurança Social mas têm uma carreira contributiva.

espoliado 19.04.2017

Os (des)governos são os maiores prevaricadores, portanto tanto faz correr como saltar.

O bloco quer! Mas ó hipócritas... 19.04.2017

O bloco é governo!... Aperta os t*** do Costa.. se ele começar a piar fininho é porque já conseguiram. Caso contrário, esganicem talvez ele as oiça...
Ah... o costa açaimou o bloco!.... as Rottweiler transformaram-se em chihuahua...
Temos pena... cá se fazem cá se pagam...

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