Conjuntura Bloomberg antecipa que Zona Euro tenha crescido 0,4% no quarto trimestre

Bloomberg antecipa que Zona Euro tenha crescido 0,4% no quarto trimestre

A unidade de "research" da agência Bloomberg acredita que entre Outubro e Dezembro do ano passado as economias dos países da moeda única tenham registado um crescimento de 0,4%, variação que a concretizar-se elevará o crescimento anual para 1,7%.
Bloomberg antecipa que Zona Euro tenha crescido 0,4% no quarto trimestre
Reuters
Negócios 30 de janeiro de 2017 às 07:55

De acordo com o Bloomberg Intelligence Economics (BI Economics), uma unidade de "research" da agência Bloomberg, a Zona Euro terá registado uma expansão económica de 0,4% no quarto trimestre de 2016. O estudo divulgado esta segunda-feira, 30 de Janeiro, baseia-se nas estimativas da Bloomberg para as quatro maiores economias do bloco do euro e está em linha com a média das estimativas resultantes de uma sondagem levada a cabo pela agência noticiosa junto de economistas. 

 

A verificar-se esta variação no quarto trimestre do ano passado, os países da moeda única terão crescido cerca de 1,7% no total de 2016, registo que compara com a expansão económica de 2% registada em 2015. A análise do BI Economics antecipa os dados oficiais relativos à Zona Euro que serão conhecidos na próxima terça-feira, 31 de Janeiro.

 

O BI Economics nota porém que esta estimativa pode pecar por defeito, ou seja, a variação do PIB da Zona Euro entre Outubro e Dezembro de 2016 pode ter sido melhor do que a agência antecipa. Em especial devido ao desempenho do sector industrial, que teve um "sólido" final de trimestre. Somente tendo em conta os dados de Outubro e Novembro, a produção do sector industrial terá crescido mais de 1%.

 

A Bloomberg nota que mesmo um desempenho positivo das economias do euro no quatro trimestre não deverá levar a nenhuma alteração das políticas monetárias do Banco Central Europeu (BCE), instituição que coloca em 0,5% a previsão de crescimento da região nos últimos três meses de 2016. Ainda recentemente um elemento da comissão executiva do BCE, Benoit Coeure, dizia que apesar do maior crescimento e da mais sólida recuperação "nós queremos saber mais antes de tomar decisões sobre a inflação". 

Também Mario Drahi, presidente do BCE, já afirmou que apesar de a inflação se ter aproximado da meta de 2% definida como ideal pela instituição a política de compra de activos é para continuar, com o italiano a notar que a melhoria na evolução dos preços se deve em grande medida ao aumento do preço dos produtos petrolíferos. 


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