Política BMI Research: Costa tem PCP e Bloco sob controlo

BMI Research: Costa tem PCP e Bloco sob controlo

A empresa do grupo Fitch melhorou o risco político de Portugal. A popularidade do Governo e do PS deverá permitir manter a estabilidade e PCP e Bloco sob controlo.
BMI Research: Costa tem PCP e Bloco sob controlo
André Veríssimo 07 de setembro de 2017 às 13:28

"Esperamos que a estabilidade governamental em Portugal se mantenha intacta durante o processo orçamental, com a popularidade crescente do Partido Socialista a manter os aliados da extrema-esquerda sob controlo", afirma a BMI Research, uma empresa que pertence ao grupo da agência de "rating" Fitch, numa nota divulgada esta quarta-feira, 6 de Setembro.

"A nossa expectativa é que a relativa estabilidade do país se mantenha intacta, o que manterá a adesão do Governo a um programa moderado de austeridade orçamental e reformas económicas", considera a BMI, que na terça-feira divulgou outra nota onde reviu em alta para 2,5% a previsão para o crescimento da economia portuguesa.

Desde o último trimestre de 2016 que a empresa de "research" vem melhorando o risco político de Portugal, que passou de 71,3 para 74,4 pontos (numa escala até 100) e está agora mais próximo da média da Zona Euro (76,3). Uma evolução que a BMI atribui a duas componentes: a melhoria significativa da estabilidade social, que reflecte a descida rápida da taxa de desemprego; e a continuidade das políticas, que "reflecte a capacidade crescente do Governo em ganhar a confiança do seu eleitorado e dos credores".

Na opinião dos analistas da BMI, o Governo socialista, que é apoiado no Parlamento pela CDU e pelo Bloco de Esquerda, "resistiu às previsões de instabilidade e fraqueza, e continua bem posicionado para continuar a governar até às próximas eleições, que se realizarão até Outubro de 2019".

Eleições antecipadas?

Embora exista esta tentação de convocar eleições antecipadas, até porque "a vantagem dos socialistas nas sondagens não deverá continuar a ser tão alargada", a BMI considera essa hipótese improvável e recorda a entrevista de Augusto Santos Silva à Bloomberg, em que o ministro dos Negócios Estrangeiros diz que "quem provocar uma crise política vai pagar caro".

Os temas que aqueceram o Verão político – incêndios e roubo de material militar em Tancos - não passaram ao lado da BMI que, no entanto, considera que "até agora o Governo tem conseguido evitar o impacto das más notícias". Mas há riscos no horizonte.


A nota sublinha a pressão do PCP e Bloco de Esquerda nas negociações do Orçamento e o aumento das greves, "incluindo ameaças de acção na Autoeuropa, que é um símbolo do renascimento económico de Portugal e o terceiro maior exportador".


"Ainda que tudo isto aumente a pressão sobre os socialistas, a forte posição nas sondagens sugere que o Governo tem uma posição negocial muito mais forte do que os seus aliados, sobre quem provavelmente recairia a condenação pública caso o Governo caísse por causa de uma disputa orçamental", argumenta a BMI. Os resultados das eleições locais de Outubro de 2017 podem fornecer uma indicação mais concreta do apoio de que gozam os socialistas. 




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comentários mais recentes
Anónimo Há 2 semanas

O general siresp que nem escrever sabe, fez a sua publicação na Coreia do Norte.
Que inteligência...

pertinaz Há 2 semanas

SIM, TÊM RAZÃO... A ESCUMALHA VAI DAR CABO DE TUDO OUTRA VEZ...!!!

Anónimo Há 2 semanas

Anda por aqui um comuna idiota que está convencido que vive na Venezuela ou na Coreia do Norte países onde existem ditaduras socialistas/comunistas. Para isso acontecer é só Portugal sair da NATO e da União Europeia e fazer uma coligação com a China e a Rússia que passariam a sustentar o país.

General Ciresp Há 2 semanas

A Fitch nao diz o que o pais e,mas o que o pais deve ser.Nao e preciso ser muito esperto(nos radicais nao ha disso) para ver que para os armenios e melhor o d.branca que Passos Coelho.Nada de novo,e pena porque o desbaratar vai continuar e secalhar a uma velocidade mais aspra.

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