Economia Bombeiros pedem suspensão da entrega de bens solidários

Bombeiros pedem suspensão da entrega de bens solidários

O presidente da Associação de Bombeiros Voluntários de Pedrógão Grande apelou este sábado, 24 de Junho, para que as pessoas suspendam por "alguns dias" a entrega de ajuda.
Bombeiros pedem suspensão da entrega de bens solidários
Cofina Media
Lusa 24 de junho de 2017 às 19:19

"É um sufoco. É muita coisa. São toneladas e toneladas de roupa, de sapatos", notou o presidente da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Pedrógão Grande, Carlos David, pedindo à população para suspender por alguns dias a entrega de ajuda na sequência dos incêndios que provocaram a morte a 64 pessoas.

Segundo Carlos David, a ajuda recebida no quartel dos bombeiros é "demasiada" para esta fase, sendo que, face à quantidade de apoio recebido, ainda não foi possível organizar a operação.

"Não estamos a fazer a triagem, a seleccionar a roupa, que tem de se catalogar. Quanto mais chega, menos tempo" há para a selecção, frisou, pedindo às pessoas para deixarem os bombeiros organizarem-se.

"Deixem-nos respirar e organizar. Queremos organizar bem e servir a população, mas temos que ter aqui alguma disciplina. O apoio foi do tamanho do mundo e nós somos pequeninos. Não temos dimensão para isso", disse à agência Lusa Carlos David.

De acordo com o presidente da associação de bombeiros, há pequenos armazéns que estão a ser utilizados para armazenar a ajuda recebido, sendo que há instalações em "stand by" para o caso de ser necessário utilizá-las.

Carlos David sublinhou que os bombeiros têm também levado a ajuda a outras corporações e postos de apoio, visto que, neste momento, "não há barreiras, não há concelhos, é toda uma região".

A ajuda, frisou, "está a chegar às juntas" e as juntas estão a distribuir no terreno, vincando que, caso alguém não esteja a receber ajuda, apenas precisa de avisar os bombeiros.

Hoje, por exemplo, dois camiões TIR com donativos recolhidos no Alto Minho e na Galiza partiram, de manhã, do quartel dos bombeiros municipais de Viana do Castelo, com destino a Pedrógão Grande, para apoiar as vítimas dos incêndios.

Em declarações à agência Lusa, o Comandante Distrital de Operações de Socorro (CODIS), Marco Domingues explicou que um dos veículos transporta donativos recolhidos pelos bombeiros voluntários de Valença, "mais de 50% disponibilizados pela população da Galiza".

"Houve uma adesão enorme da população galega o que nos deixa muito satisfeito. Toda a gente colaborou. Desde pequenos a grandes empresários, pessoas individuais a instituições. É uma lista enorme. É uma operação transfronteiriça que excedeu muito as expectativas", disse, destacando a solidariedade da transportadora João Pires que manifestou "toda a disponibilidade", cedendo os dois veículos pesados para transporte dos bens.

Mobiliário, roupa de todo o tipo, brinquedos, utensílios domésticos, medicamentos, rações para animais foram concentrados nos últimos dias em dois pontos de recolha. Um em Viana do Castelo, no quartel dos bombeiros municipais e o outro nos bombeiros voluntários de Valença.

"O Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Viana do Castelo percebeu que havia muitas associações implicadas neste projecto, desde a Cáritas Diocesana, a agrupamentos de escuteiros e que isso ia gerar um problema logístico. Decidimos agarrar a operação e coordenar o transporte".

Dois grandes incêndios, que provocaram a morte a 64 pessoas e ferimentos a mais de 200, deflagraram no dia 17 na região Centro, tendo obrigado à mobilização de mais de dois milhares de operacionais.




A sua opinião4
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
Anónimo Há 4 semanas

Se cada excedentário de carreira sindicalizado que enviou barrinhas de cereais e garrafinhas de água tivesse sido despedido a tempo e horas, as máquinas para silvicultura e as aeronaves para apagar fogos existiriam em Portugal, estariam disponíveis e teriam actuado convenientemente.

Dono dos Burros Há 4 semanas

Cada vez mais urbanos, cada vez mais burros. Os patetas que gostam de praticar o bem, devem perceber que seria melhor começarem por se desfazerem dos cães e gatos que enchem os apartamentos. Há faltas e necessidades? Existe o Estado que está cheio de impostos e a SCML que vai virar banqueira.

Conselheiro de Trump Há 4 semanas

Aprendamos com o passado. Faca-se uma coordenacao justa,digna e sobretudo seria para que os bens cheguem as pessoas certas e o horas.Recordemo-nos quando os cantores mais famosos do mundo deram as maos para ajudar africa com carencias extremas,Segura/ 60% dos produtos foram direitinhos para o lixo.

Anónimo Há 4 semanas

Porque razão não as canalizam para a Cáritas, Banco alimentar e outras instituições?

pub
pub
pub
pub