Finanças Públicas BPI diz que défice fica abaixo de 3%, mas 2,5% será mais difícil

BPI diz que défice fica abaixo de 3%, mas 2,5% será mais difícil

O departamento de investigação do BPI calcula que o défice orçamental português ficará abaixo de 3% do PIB. Quanto à exigência de Bruxelas – 2,5% - será mais difícil de alcançar.
BPI diz que défice fica abaixo de 3%, mas 2,5% será mais difícil
Miguel Baltazar
Nuno Aguiar 04 de Outubro de 2016 às 14:39

"Segundo as nossas previsões, é possível que o défice orçamental fique em linha com a exigência da União Europeia de 2,5% do PIB, mas é mais provável que o valor (excluindo a recapitalização da CGD) ultrapasse esse objectivo e provavelmente ronde os 2,7%", pode ler-se numa nota publicada pelo BPI na segunda-feira, 3 de Outubro. "Embora condições mais pessimistas possam deteriorar ainda mais esse valor, um défice acima de 3% é pouco provável devido à capacidade do Executivo controlar a despesa com investimento."

 

Os 2,7% são o valor central da previsão do banco, mas ele reflecte um intervalo maior: na melhor das hipóteses, o défice ficará em 2,07%; no pior cenário ficará nos 3,07%. Por aqui se percebe por que só muito dificilmente as contas vão derrapar para lá dos 3%, que é o tecto autorizado pelas regras europeias. Quanto ao limite mínimo – os 2,07% - poderiam até ser atingidos sob "condições mais benignas".

 

A capacidade de reduzir o défice orçamental face ao ano passado está, até agora, totalmente dependente do controlo da despesa. De duas formas: controlo dos gastos com consumos intermédios e investimento que, nota o BPI, "está completamente a afundar". Se olharmos apenas para a formação bruta de capital fixo do Estado, ela está a cair 31%. "Esta é a segunda maior queda de investimento público desde 2000 na primeira metade do ano, com apenas o primeiro semestre de 2012 a ser ligeiramente maior (-32,8%)", nota o BPI. "Além disso, o investimento público está em mínimos históricos desde o início da série, em 1999."

 

Para o BPI, nem tudo pode ser explicado pelo atraso nos fundos europeus. O banco assinala que estes dados mostram "um controlo muito robusto dos gastos pelo Governo, que provavelmente continuará o resto do ano".




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mais votado Anónimo 04.10.2016


FP . CGA – 40 ANOS A ROUBAR OS TRABALHADORES DO PRIVADO

400 milhões de Euros para aumentar as pensões mínimas, são migalhas em comparação com...

os mais de 4600 milhões de euros que o Estado injetou, em 2015 (e injeta todos anos) através de transferências diretas do Orçamento do Estado (ou seja, com dinheiro pago em impostos pelos restantes portugueses) para assegurar o financiamento do buraco anual das pensões da CGA.

comentários mais recentes
Amel Ribeiro 04.10.2016

Centeno incompetente ..

Simoes-rego Jose Alberto 04.10.2016

Aqui a algo que não se compreende está tudo bem tudo controlado a despesa aumenta não há problema não há cortes em nada mas porque então aumentar !!!! Impostos!!! Ou é só boato

José Pereira 04.10.2016

Só um parvalhão é que acredita nas previsões dos bancos.

António Fonseca 04.10.2016

Grandes previsões, o deficit deverá ficar acima de 2,7 e menos de 3, agora a melhor deve ficar entre o intervalo de 2,07 a 3,07 querem melhor? é didicil

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