Angola Brasil ajuda Angola com financiamento de 1,6 mil milhões de euros

Brasil ajuda Angola com financiamento de 1,6 mil milhões de euros

O anúncio foi feito pelo ministro das Relações Exteriores brasileiro, Aloysio Nunes. Dinheiro destina-se a financiar trocas comerciais e a promover o investimento entre os dois países.
Brasil ajuda Angola com financiamento de 1,6 mil milhões de euros
Lusa
Lusa 09 de fevereiro de 2018 às 17:57

O Brasil concedeu a Angola um financiamento de dois mil milhões de dólares (1,6 mil milhões de euros) para financiar trocas comerciais e promover o investimento entre os dois países, anunciou esta sexta-feira, 9 de Fevereiro, em Luanda, o chefe da diplomacia brasileira.

Aloysio Nunes fez o anúncio em declarações aos jornalistas à saída da audiência com o Presidente angolano, João Lourenço, cuja visita ao Brasil está marcada para 3 de Maio.

O ministro das Relações Exteriores do Brasil chegou hoje a Luanda, para uma visita de 24 horas, tendo já reunido com o seu homólogo angolano, Manuel Augusto, com o qual passou em revista o estado das relações bilaterais, quer sobre questões políticas quer sobre questões da cooperação.

Aloysio Nunes disse ter reafirmado ao Presidente angolano o empenho do Brasil em relançar, dando ênfase, à relação bilateral entre os dois países.

"Uma relação estratégica, uma relação antiga, uma relação que vem do tempo da independência. O Governo brasileiro foi o primeiro Governo a reconhecer a independência de Angola, no mesmo dia em que a independência foi proclamada", disse.

Sobre a sua vinda a Luanda, Aloysio Nunes disse que assinou já com o ministro das Relações Exteriores angolano um entendimento sobre a formação de diplomatas e vai também rubricar um protocolo de entendimento sobre financiamento com o ministro das Finanças, Archer Mangueira.

"O Governo brasileiro ofereceu já um financiamento de dois biliões de dólares, que poderá ser aplicado por bancos públicos como também por bancos particulares, para financiar trocas comerciais, investimentos", disse.

"Porque nós acreditamos que além dos aspectos tradicionais da cooperação na área da saúde, da educação, na defesa, que nós queremos incrementar, é muito importante que haja entendimentos entre os nossos empresários para promover desenvolvimento tanto no Brasil quanto em Angola, e esse instrumento que vamos assinar, logo mais, é muito importante para dar segurança a esse intercâmbio", ajuntou.

A dívida de Angola ao Brasil, até 31 de Dezembro de 2017, totaliza 1.271.868.824 dólares, dos quais 1.212.947.235 dólares são devidos ao Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social (BNDES) e 58.921.589 dólares ao PROEX do Brasil.

Em Janeiro deste ano, o ministro das Finanças angolano deslocou-se ao Brasil para negociar a reabertura dos desembolsos da linha de crédito para o financiamento de alguns projectos de investimento público inscritos no Orçamento Geral do Estado de 2018.

O Presidente angolano reuniu-se a 24 de Janeiro, na Suíça, com o seu homólogo brasileiro, Michel Temer, à margem do Fórum Económico de Davos, tendo sublinhando aos jornalistas a importância das relações entre os dois países, anunciando a partida para Brasília do ministro das Finanças para negociar a retomada dos financiamentos do BNDES a Angola.

"A nossa prioridade é financiar obras públicas de grande envergadura, nomeadamente infraestruturas nos sectores da construção, da energia e águas, sobretudo em barragens eléctricas", justificou ainda João Lourenço, a propósito das negociações entre os dois Governos.

Em finais de 2016, o Governo angolano pediu esclarecimentos às autoridades brasileiras sobre a suspensão das linhas de crédito para obras em Angola, em curso por empresas daquele país, e que pretendia enviar uma delegação governamental ao Brasil.

A informação foi então prestada num comunicado do Governo, enviado à Lusa, em Luanda, em que é garantido que a suspensão dessas linhas de crédito - que embora não seja referido no documento está relacionada com as investigações em torno da Operação Lava Jato - aconteceu "há mais de um ano" e obrigou à mobilização de outros recursos para garantir a prossecução das empreitadas.




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Anónimo 10.02.2018

O caminho será abrir uma plataforma para corrupcção e lavagem de dinheiro.Em portugal já dá muito nas vistas.

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