Américas Brasil cresce 1% no primeiro trimestre, Temer anuncia fim da recessão

Brasil cresce 1% no primeiro trimestre, Temer anuncia fim da recessão

O presidente brasileiro, no meio da crise política em Brasília, aproveitou os números do primeiro trimestre - que interromperam oito trimestres consecutivos de queda da economia - para prometer mais crescimento com as reformas em curso.
Brasil cresce 1% no primeiro trimestre, Temer anuncia fim da recessão
Negócios 01 de junho de 2017 às 13:54
Ao fim de oito trimestres consecutivos de evolução negativa da economia, o Brasil arrancou o ano com uma prestação positiva, com o PIB a subir 1% em cadeia. 

Os dados, divulgados esta quinta-feira, 1 de Junho, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, revelam ainda que 2016 encerrou com a economia a cair 3,6%, o que confirma a pior recessão da história do Brasil.

Na comparação homóloga, a prestação continua no entanto a ser negativa: o PIB encolheu 0,4%, em queda pelo 12.º trimestre consecutivo.  

Minutos depois de conhecidos os dados, o presidente Michel Temer - actualmente no meio de um escândalo de alegado conluio com casos de suborno - anunciou nas redes sociais o fim da recessão. E prometeu não ficar por aqui.

"Acabou a recessão! Isso é resultado das medidas que estamos tomando. O Brasil voltou a crescer. E com as reformas vai crescer mais ainda," lê-se na publicação na sua conta de Twitter.

A riqueza produzida pelo Brasil no primeiro trimestre ascendeu a 1,6 biliões de reais (443 mil milhões de euros à cotação actual). Por sectores, foi o agropecuário o que mais cresceu (13,4%), seguido da indústria (0,9%), enquanto a componente de serviços estagnou.

A despesa de consumo das famílias caiu 1,9% - que o instituto público explica pelo comportamento dos indicadores de crédito e mercado de trabalho - enquanto o investimento caiu 3,7%, no 10.º trimestre seguido de contracção. As exportações somaram 1,9%, um ritmo muito abaixo do crescimento das compras no exterior, que subiram 9,8%.

A sua opinião1
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
JÁ NÃO HÁ CRISE EM LADO NENHUM... Há 3 semanas

...lá está, 1% faz toda a diferença numa crise como a do Brasil, ...aliás como faz também na de Portugal...e por aí fora.
De estrutural nada, engenharia finaceira e cosmética são as áreas com futuro...

pub