Economia Brasil elege 18 governadores à primeira volta, 11 são aliados de Dilma

Brasil elege 18 governadores à primeira volta, 11 são aliados de Dilma

O mapa dos 18 governadores eleitos na primeira volta indica que os aliados da candidata do Partido dos Trabalhadores (PT) à Presidência, Dilma Rousseff, conquistaram 11 Estados e a oposição sete.
Lusa 04 de outubro de 2010 às 11:28
Haverá uma segunda volta em oito Estados e também no Distrito Federal, unidade federativa onde está localizada Brasília.

Apesar de a base aliada de Dilma Rousseff ter conseguido eleger o maior número de governadores na primeira volta, o Partido da Social Democracia Brasileira, o PSDB do candidato à Presidência José Serra, venceu nos dois maiores colégios eleitorais do Brasil - São Paulo, com Geraldo Alkmin, e Minas Gerais, com Antonio Anastasia.

Em Minas, graças ao apoio do ex-governador Aécio Neves, António Anastasia conseguiu uma viragem na recta final das eleições e derrotou o candidato do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), aliado do PT, Hélio Costa, ex-ministro das Comunicações do Governo Lula da Silva, que liderou as sondagens de intenção de voto durante quase toda a campanha.

O PSDB ganhou também no Paraná, com Beto Richa, e em Tocantins, com Siqueira Campos.

O PT e o PMDB, os dois maiores partidos da base aliada de Dilma Rousseff, também conseguiram, cada um, eleger quatro governadores na primeira volta.

O PT conquistou os governos do Rio Grande do Sul, com Tarso Genro, Baía, com Jacques Wagner; Sergipe, com Marcelo Deda, e Acre, com Tião Viana, numa disputa apertada contra o seu adversário Tião Bocalom, do PSDB.

Já o PMDB conseguiu os governos do Rio de Janeiro, com a reeleição de Sérgio Cabral, Maranhão, com Roseana Sarney, Mato Grosso do Sul, com André Puccinelli, e Mato Grosso, com Silval Barbosa.

O Partido Socialista Brasileiro (PSB), também integrante da coligação de Dilma Rousseff, elegeu três governadores na primeira volta: Renato Casagrande, no Espírito Santo, Eduardo Campos, em Pernambuco, e Cid Gomes, no Ceará, todos com uma vitória folgada face aos seus adversários.

O Democratas (DEM), de oposição, aliado do PSDB, ganhou dois Estados - Santa Catarina, onde venceu Raimundo Colombo, e Rio Grande do Norte, que elegeu Rosalba Ciarlini.

O Partido da Mobilização Nacional (PMN), que, assim como o DEM, também apoia José Serra, elegeu o governador do Amazonas, Omar Aziz.

Dos 20 actuais governadores que disputaram a reeleição nos seus Estados, dez conseguiram a vitória à primeira volta. Haverá segunda volta no Distrito Federal e nos Estados do Alagoas, Amapá, Goiás, Pará, Paraíba, Piauí, Rondônia e Roraima.




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comentários mais recentes
Mr Pontes 04.10.2010

Sobre a avaliação já fora de prazo do Santander sobre PT (
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=446687 ): """Numa nota de análise hoje divulgada, o Santander argumenta que se o encaixe que resta da venda da Vivo não for taxado sobram à PT cerca de mil milhões de euros que poderão ser aplicados em aquisições ou, em alternativa, no fundo de pensões""" (no texto do Diario Economico divulga desta avaliação do Santander sobre PT ( ler http://economico.sapo.pt/noticias/santander-aposta-na-compra-da-sonaecom-pela-pt_100670.html ). Ora se 1 mil M de Eur ainda "podiam" ir para o Fundo de Pensões, é porque esta avaliação ainda FOI ANTES da última 4ª feira em que o Governo decidiu aceitar a transferência do Fundo de Pensões. Ora, daí para cá a avaliação da PT, JÁ NÃO É A MESMA...
Santander, a diferença que 5 dias de ...atraso, fazem!

Mr Pontes 04.10.2010

Já só estavam disponiveis para eventual dividendo extra, no máximo, o valor de:
-Venda da Vivo por 7,5 mil M Eur-3,8 mil M Eur de investimento na Oi - 1 mil M Eur de cobertura pela PT do deficit do Fundo de Pensões a entregar ao Estado (incluindo já a desvalorização de 2010, de cerca de 250 M Eur, o que a PT não fez no comunicado que emitiu, com dados do Fundo só até 31-12-2009) = 2,7 mil M Eur.
Mas não é tudo: é que hoje o Diario Economico divulga uma noticia com impacto NEGATIVO no eventual dividendo: é que a PT tem edifícios nos activos do Fundo de Pensões, em que pretende recomprá-los, e para isso terá de desembolsar cerca de 256 M de Eur, para os retirar dos activos a transferir com o Fundo para o Estado ( ler em http://economico.sapo.pt/noticias/pt-injecta-mil-milhoes-no-fundo-de-pensoes_100640.html ).
Assim, a verba MÁXIMA disponivel para eventual dividendo extra, baixa agora para 2,7 mil M Eur, dos cálculos acima - 256 M de Eur de recompra de edificios do Fundo de Pensões = 2.444 M de Eur, ou sejam já só 2,73 Eur por acção da PT.
Ficará assim a PT com apenas 0,73 Eur por acção da PT, para distribuir os 2 Eur que varias casas internacionais ambicionavam? É que os 0,73 Eur por acção que restariam à PT são apenas 654 M de Eur.
Vai a PT entrar nesta loucura, de ficar com apenas 654 M de Eur, ou sejam 8,7% do valor do negócio da Vivo?!!!
Não, CLARAMENTE NÃO!!!!!!!!!!! As evidencias já são mais que muitas: o dividendo extra já NÃO pode ser muito significativo. VENDAM, porque se
aproxima a decisão ....frustrante para quem comprou acções nas últimas semanas.

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