Américas Brasil corta juros pela primeira vez em quatro anos

Brasil corta juros pela primeira vez em quatro anos

Por unanimidade e face a sinais de desaceleração da inflação e de implementação de medidas de austeridade, o Banco Central do Brasil decidiu cortar a taxa de referência para o sector financeiro. Mais cortes podem seguir-se em breve.
Brasil corta juros pela primeira vez em quatro anos
Reuters
Paulo Zacarias Gomes 20 de Outubro de 2016 às 01:24

O Banco Central do Brasil decidiu esta quarta-feira, 19 de Outubro, reduzir a taxa de referência para o sector financeiro do país em 25 pontos base, no primeiro movimento de redução dos juros em quatro anos, na tentativa de sustentar a retoma naquela economia latino-americana.


Com a mexida - que teve o acordo unânime dos nove membros do comité de política monetária e foi ao encontro do que era esperado pelos analistas -, a taxa Selic ficou fixada em 14%.


De acordo com a Reuters, o comité Copom sinalizou com esta alteração o início de um ciclo de estímulos "moderado e gradual". No entanto, caso o abrandamento da inflação se agrave e sejam postas em prática medidas de austeridade, o banco admite aumentar a intensidade dos cortes.


"Acreditamos que o banco central terá informação suficiente para aumentar o ritmo de cortes para 50 pontos base [descendo para 13,5%] na sua próxima reunião, apesar da cautela demonstrada hoje," disseram economistas do Haitong em São Paulo, em nota citada pela agência de informação. Outros analistas acreditam que os juros caiam abaixo dos 10% até ao final do próximo ano.


O nível elevado de inflação no país (actualmente nos 8,48%) obrigou a autoridade monetária a manter o valor da Selic, também ela uma das mais altas entre as principais economias do G20. Há três anos que a taxa de juro se mantém na casa dos dois dígitos.


A redução dos custos de financiamento pode ajudar à recuperação da economia, mergulhada em recessão e saída de uma crise política recente – destituição de Dilma Rousseff - e de casos de corrupção que envolveram algumas das suas maiores empresas, nomeadamente a estatal Petrobras. 




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