Europa Bruxelas aguarda pedido de Portugal para poder mobilizar fundos para Pedrógão Grande

Bruxelas aguarda pedido de Portugal para poder mobilizar fundos para Pedrógão Grande

"As autoridades portuguesas pediram-nos para acelerar o processo, mas não podemos sequer iniciá-lo porque não recebemos nenhum pedido" formal, disse Corina Cretu.
Bruxelas aguarda pedido de Portugal para poder mobilizar fundos para Pedrógão Grande
Reuters
Lusa 11 de julho de 2017 às 12:43

A comissária europeia para a Política Regional, Corina Cretu, disse hoje que aguarda ainda pedido de Portugal para recorrer ao fundo de solidariedade europeu após os danos causados pelo incêndio em Pedrógão Grande, Leiria.

 

"Não podemos acelerar o que não temos", sublinhou, a comissária, em conferência de imprensa.

 

"As autoridades portuguesas pediram-nos para acelerar o processo, mas não podemos sequer iniciá-lo porque não recebemos nenhum pedido" formal, disse ainda.

 

A comissária europeia reconheceu que a avaliação dos danos "não é um exercício fácil para as autoridades portuguesas" mas salientou que Bruxelas tem que receber uma avaliação dos danos "e ver se são elegíveis".

 

Na opinião de Bruxelas, poderá haver "um problema", que é o facto de os incêndios terem sido florestais "e não numa zona económica".

 

"Veremos se [os danos] são elegíveis ou não para o fundo de solidariedade", salientou Cretu, acrescentando que assim que receber um pedido, a Comissão Europeia "está aqui pronta para ajudar", manifestando-se ainda disponível para visitar as áreas ardidas.

 

Dois grandes incêndios começaram no dia 17 de Junho em Pedrógão Grande e Góis, tendo o primeiro provocado 64 mortos e mais de 200 feridos. Foram extintos uma semana depois.

 

Estes fogos terão afectado aproximadamente 500 habitações, 169 de primeira habitação, 205 de segunda e 117 já devolutas. Quase 50 empresas foram também afectadas, assim como os empregos de 372 pessoas.

 

Os prejuízos directos dos incêndios ascendem a 193,3 milhões de euros, estimando-se em 303,5 milhões o investimento em medidas de prevenção e relançamento da economia.

 




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José 11.07.2017

" Os fogos foram florestais e não esta numa zona economica " . Até os camiões que arderam eram de transporte de madeiras ,as serrações de Madeira arderam , como é que não é uma zona economica . A floresta e a sua exploração era a unica atividade economica digna desse nome em toda a região.

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