Emprego Bruxelas alerta para criação de emprego pouco qualificado em Portugal

Bruxelas alerta para criação de emprego pouco qualificado em Portugal

Apesar do aumento do salário mínimo e da devolução de rendimentos, os custos unitários de trabalho em Portugal têm uma evolução contida. Ao DN, a Comissão Europeia comenta o aparente embaratecimento do país.
Bruxelas alerta para criação de emprego pouco qualificado em Portugal
Bruno Simão
Negócios 13 de novembro de 2017 às 09:05

A Comissão Europeia alerta para a concentração da criação de emprego em actividades onde predominam as baixas qualificações e a prática de salários mais reduzidos, explicando assim a contida evolução dos custos unitários do trabalho, em relação aos parceiros europeus, num contexto em que até foram devolvidos rendimentos e aumentado o salário mínimo.

 

Citada pelo DN, fonte oficial de Bruxelas sublinhou que "em 2017, o abrandamento verificado nos custos unitários do trabalho deveu-se, principalmente, ao facto de o crescimento dos salários ter continuado a ser lento". "Isto pode ser explicado pela elevada proporção de empregos a ser criados em sectores com perfis de baixas qualificações e salários abaixo da média", sustentou a mesma fonte.

 

Entre o terceiro trimestre de 2016 e o mesmo período deste ano, mais de 68% do aumento do número de postos de trabalho (num total de 141,5 mil empregos) foram criados em quatro categorias associadas a salários e qualificações mais baixas, indica o jornal. "Pessoal administrativo", "trabalhadores dos serviços pessoais, protecção, segurança e vendedores", "operadores de instalações, máquinas e da montagem" e "trabalhadores não qualificados": só para estas funções surgiram 96,4 mil postos de trabalho no espaço de um ano.

 

As previsões da Comissão Europeia apontam para que a produtividade por trabalhador (2,8%) vá crescer a um ritmo mais elevado do que o salário médio por empregado (1,7%) no próximo ano. Ainda assim, e apesar de ser a sétima variação mais baixa na União Europeia, Bruxelas admite que "as melhorias na produtividade estão, de facto, a conduzir a uma moderação adicional esperada nos custos unitários do trabalho em 2018", que devem subir 0,8%.




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comentários mais recentes
Observador Há 1 semana

Toda a gente sensata vê ! Ordenados de 580 euros , são milhares e na restauração é um fartar vilanagem ! Passeios ocupados , esplanadas em todo o passeio ,as pessoas para passar tem de afastar as cadeiras , assédio constante aos passantes , enfim estamos a caminho do REGABOFE !

lepaka Há 1 semana

a mäo de obra especializada continua a sair do pais, só quem näo quer é que näo ve. näo dou muito, mas em 10-15 anos Portugal será uma estancia de ferias da Europa

Mr.Tuga Há 1 semana

BROCHElas alerta ?!!??

Qualquer burro bronco e iletrado tuga observa!!! É só empregados de mesa e balcão, sopeiras e concierges....

Anónimo Há 1 semana

Sempre foi assim! Onde não é assim, nem nunca será...é na função pública! Aí são garantidos os postos de trabalho com todos...tipo TI...

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