Economia Bruxelas pressiona Governo para cortar na protecção dos trabalhadores efectivos

Bruxelas pressiona Governo para cortar na protecção dos trabalhadores efectivos

Um estudo da Comissão Europeia defende que o Governo deve ir "mais longe em reformas que reduzam a protecção laboral" dos trabalhadores que estão efectivos nas empresas.
Bruxelas pressiona Governo para cortar na protecção dos trabalhadores efectivos
Reuters
Negócios 06 de fevereiro de 2018 às 09:31
A Comissão Europeia critica o facto de o Governo PS estar a fazer pouco para reduzir o "excesso de protecção" dos trabalhadores com contratos permanentes ou efectivos para tornar o despedimento mais fácil para as empresas.

A notícia está a ser avançada esta terça-feira, 6 de Fevereiro, pelo Diário de Notícias, que cita um estudo da Direcção-geral para os Assuntos Económicos e Financeiros.

"Há espaço para ir mais longe em reformas que reduzam a protecção laboral excessiva nos contratos permanentes em países como Portugal e Espanha" defende o estudo da Comissão Europeia.

Bruxelas considera que o actual regime desencoraja as empresas de procederem a contratações. "Embora as recentes reformas do mercado de trabalho tenham melhorado os incentivos à criação de emprego, alguns aspectos do regime jurídico são ainda susceptíveis de desencorajar as empresas de contratar trabalhadores por tempo indeterminado", segundo o documento.

A Comissão aponta que "os custos do despedimento individual de trabalhadores permanentes sem justa causa são incertos para os empregadores", o que se deve em "em parte, à possibilidade de um trabalhador ser reintegrado na empresa se o despedimento for considerado abusivo, bem como a ineficiências nos processos judiciais".








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mais votado Anónimo Há 1 semana

O que Bruxelas pretende são condições semelhantes à dos outros paises mas com a mentalidade deste povo é dificil. Nos paises mais desenvolvidos o despedimento individual é uma situação encarada de forma natural. Por cá ao impedi-lo só se promove a incompetência e laxismo.

comentários mais recentes
Mr.Tuga Há 1 semana

TECNOBUROCRATS de BROCHElas no seu melhor.....

Anónimo Há 1 semana

As reformas pararam e estão inclusivamente a ser revertidas. Quer o FMI quer a UE estão a fazer um estratégico forcing para chamar este gajedo das esquerdas lusas à razão e reeducá-los pedagógica e gradualmente num trabalho de grande proximidade sem cair no erro de os perder de vista. Daí a nomeação do mago ilusionista para porta-voz do Eurogrupo e estes elogios de circunstância. Em boa hora, como medida de último recurso, chamaram a brigada de negociação com sequestradores terroristas. Deixem-na fazer o seu trabalho.

Anónimo Há 1 semana

É certo e sabido, a UE, a OCDE e o FMI não se cansam de afirmá-lo, que Portugal precisa de governos capazes de fazer o que Macron prometeu fazer ("Ingressaremos gradualmente numa época em que ter um emprego vitalício baseado em tarefas que não são justificadas será cada vez menos sustentável - na verdade já estamos lá." - Emmanuel Macron) e Schäuble afirma que Schröder já fez na Alemanha há bastante tempo ("Alemanha e a França estavam praticamente ao mesmo nível em termos de performance económica em 2003, antes de o antigo chanceler Gerhard Schröder ter implementado uma reforma na área laboral." - Wolfgang Schäuble).

Anónimo Há 1 semana

Portugal tem uma economia que se insere no grupo das economias avançadas, é considerado um país desenvolvido e uma economia rica, de elevado rendimento, porque efectivamente, a nível quantitativo e qualitativo, cria valor na economia mundial acima de determinados patamares que lhe conferem esse estatuto. Contudo, nesses grupos ou categorias, Portugal é desde há muito um dos últimos, está na cauda, e recusa-se a sair dessa condição tendo inclusivamente sido ultrapassado por vários outros países nas últimas décadas. E o último resgate internacional é corolário lógico disso mesmo. Para que tal não se repita, a sociedade portuguesa tem que perceber que tanto a extorsão legal apresentada sob a forma de excedentarismo sindicalizado de carreira à prova de mercado como a extorsão ilegal, criminosa, apresentada sob a forma de tráfico de influências e corrupção, devem ser cada vez mais limitadas e melhor combatidas para benefício da sustentabilidade e equidade num novo Portugal criador de valor.

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