Bruxelas oferece cinco mil "mini-bolsas" para ajudar jovens a encontrar emprego
22 Maio 2012, 13:29 por Eva Gaspar | egaspar@negocios.pt
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Projecto-piloto arrancou nesta semana. Há apoios comunitários previstos para quem oferece e procura trabalho.
O objectivo é fazer com que a rede “Eures” deixe de ser uma montra europeia de empregos e se transforme num verdadeiro serviço pan-europeu de colocação de recursos humanos, ajudando a que, sobretudo, os mais jovens passem a encarar o território que vai da costa ocidental atlântica aos Urais como mercado natural para procurar trabalho.

Com o propósito de caminhar nesse sentido, a Comissão Europeia lançou nesta semana um projecto-piloto para ajudar jovens a encontrar emprego num outro país da União Europeia. Nesta fase experimental, o objectivo é atingir cinco mil europeus com idades compreendidas entre os 18 e os 30 anos. Um objectivo assumidamente modesto, quando as estatísticas revelam que haverá hoje mais de 5,5 milhões de jovens à procura de trabalho.

Para esta fase foram seleccionados quatro serviços de emprego – de Alemanha, Espanha, Dinamarca e Itália - que irão ajudar jovens de todos os países a procurar trabalho no estrangeiro. Para facilitar o processo, o Orçamento comunitário financiará mini-bolsas. Quem for chamado a fazer testes de selecção ou entrevista no estrangeiro poderá contar com uma contribuição, que oscilará entre 200 e 300 euros, para financiar a viagem, e mais tarde receber até 900 euros para ajudar à instalação no novo país.

Ao mesmo tempo, pequenas e médias empresas (que, na definição europeia, podem ter até 250 trabalhadores), podem solicitar apoio financeiro para cobrir parte dos custos da formação de trabalhadores recém-contratados, designadamente cursos de línguas. As ajudas variarão em função do país e do sector da empresa, oscilando entre 600 e 900 euros.

Na expectativa do comissário responsável pelo Emprego, László Andor este projecto-piloto – designado de “O teu primeiro emprego Eures” - marcará “o primeiro passo na criação de um serviço de colocações mais personalizado” e uma contribuição para a crise de desemprego na Europa, que “pode passar por ajudar as pessoas com as qualificações pertinentes a encontrar emprego noutros países que delas precisem”.
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