Economia Caldeira Cabral: “BdP mostrou confiança na competitividade da economia”

Caldeira Cabral: “BdP mostrou confiança na competitividade da economia”

O ministro da Economia sublinha que o Executivo tem “de trabalhar para mais revisões positivas” mas considera que “não são precisas mais medidas de austeridade.
Caldeira Cabral: “BdP mostrou confiança na competitividade da economia”
Bruno Simão/Negócios
Sara Ribeiro 14 de dezembro de 2016 às 19:04

Caldeira Cabral, ministro da Economia, considera que a revisão em alta do crescimento económico do Banco de Portugal (BdP) "são boas notícias para a economia portuguesa. Já é a segunda instituição, depois do FMI, que revê o crescimento português em alta", relembrou.

"Significa que o BdP, uma instituição independente, reviu as previsões de crescimento porque percebeu que, de facto, a situação económica está a melhorar. E depois das perspectivas mais pessimistas do princípio do ano, com a melhoria do segundo trimestre e com a melhoria ocorrida no terceiro trimestre, revê agora as perspectivas, quer para este ano quer para o próximo ano, como melhores e mais favoráveis", explicou à margem da inauguração do novo centro de inovação da Huawei.

O ministro da Economia destacou ainda que os dados divulgados hoje pelo Banco de Portugal são "interessantes não só ao nível da revisão do crescimento do PIB mas também da revisão em alta das exportações, o que significa uma confiança na competitividade da economia portuguesa", apontou.

Caldeira Cabral reforçou que "já há pouco mais de uma semana o FMI, uma instituição conhecida pelo seu pessimismo, também reviu em alta, e para uma posição mais positiva, a evolução da economia portuguesa. Temos é de continuar a trabalhar para fazer com que continue a haver mais revisões no sentido positivo e não ao contrário", comentou.

Confrontado com o facto de o Boletim Económico do BdP sugerir mais medidas extraordinárias para baixar a divida pública, Caldeira Cabral afastou esse cenário: "Penso que o que temos de fazer é cumprir o que está no Orçamento, tal como fizemos este ano. E vamos ter uma redução do défice orçamental, vamos ter de cumprir as regras europeias e ter o défice mais baixo de sempre que Portugal teve em democracia".

"O nosso plano no próximo ano é continuar a reduzir o défice orçamental e o endividamento e estamos em linha com essas preocupações, mas não são precisas mais medidas de austeridade. Temos um Orçamento que é equilibrado que evolui no bom sentido e é isso que penso que o BdP deseja e é isso que nós desejamos para o país", sustentou.


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