Economia Câmara de Lisboa nega ter qualquer dívida à Fundação O Século

Câmara de Lisboa nega ter qualquer dívida à Fundação O Século

A Câmara Municipal de Lisboa (CML) negou ter qualquer dívida à Fundação O Século pela cedência dos terrenos da antiga Feira Popular de Lisboa, como acusou hoje o presidente daquela instituição.
Câmara de Lisboa nega ter qualquer dívida à Fundação O Século
Vítor Mota/Correio da Manhã
Lusa 04 de janeiro de 2018 às 21:32

"Em 2012, a Câmara Municipal de Lisboa fez um acordo com a Fundação O Século em que rescindiu os protocolos anteriores entre as duas entidades, por mútuo acordo, com contrapartida do pagamento de um milhão de euros por parte da CML e mais a cedência de um direito de superfície de um terreno para exploração de uma bomba de gasolina na Praça José Queirós. A petrolífera BP pagou oito milhões de euros à cabeça à Fundação O Século, para a exploração do posto de abastecimento, e esta recebe ainda uma renda anual daquela empresa" lê-se no esclarecimento da CML enviado esta quinta-feira aos jornalistas.

 

A Polícia Judiciária esteve hoje nas instalações da Fundação O Século a realizar buscas, por suspeitas de crimes económico-financeiros cometidos por alguns elementos, disse à Lusa fonte policial.

 

Mais tarde o Ministério Público esclareceu que na origem das buscas estiveram suspeitas da prática dos crimes de peculato e de abuso de poder, de 2012 até hoje.

 

Na sequência dessas buscas, em declarações à comunicação social, o presidente da fundação, Emanuel Martins disse estar "de consciência tranquila" em relação às suspeitas e aproveitou para apontar o dedo à Câmara Municipal de Lisboa dizendo que a autarquia "ficou com 4,3 milhões de euros e deu [à fundação] apenas um milhão daquilo que devia e ficou com a Feira Popular depois de ter havido um acordo".

 

No esclarecimento hoje enviado, a CML divulga cópias da proposta 520/2012 levada à Assembleia Municipal onde consta a referência a cedência de direitos da Fundação O Século, que declara que "nada mais lhe é devido em virtude do referido protocolo e que não poderá invocar qualquer direito respeitante aos espaços ocupados pela antiga Feira Popular".




pub