O professor da Universidade de Economia da Nova pediu um parecer técnico para acumular as duas fontes de rendimento

Luís Campos e Cunha, ex-ministro de Estado e das Finanças do primeiro governo Sócrates, acumula meia pensão do
Banco de Portugal, de onde se reformou aos 45 anos, com o vencimento de docente da Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa, noticia o “i”.
Em declarações ao jornal, o economista explicou que o decreto-lei que impede a acumulação de vencimentos com pensões era omisso relativamente ao caso de pessoas que recebiam apenas meia pensão e que por isso pediu um parecer técnico a fim de poder acumular as duas fontes de receita. “De qualquer forma”, acrescentou, “quando me reformar de professor apenas receberei meia pensão da Caixa Geral de Aposentações. Os restantes 50% irão para o Fundo de Pensões do Banco de Portugal”.
O ex-governante explicou também que é presidente da SEDES, Associação para o Desenvolvimento Económico e Social, a título gratuito, o mesmo acontecendo no Centro Cultural de
Belém.
A acumulação de pensões com salários públicos passou a ser proibida desde 1 de Janeiro de 2011, no âmbito da entrada em vigor das medidas de redução da despesa previstas no Programa de Estabilidade e Crescimento para 2010-13.