Antigo ministro das Finanças culpa o Governo de Sócrates pelo facto de Portugal ter chegado perto da bancarrota.

Luís Campos e Cunha considera que a política orçamental de
Teixeira dos Santos, o ministro das Finanças que o sucedeu no anterior Governo, foi “suicidária e anti-nacional”
“Nós chegámos perto da bancarrota com uma política orçamental em 2008, 2009 e 2010 que foi suicidária e anti-nacional”, acusa o economista que esteve cinco meses no primeiro Governo de
José Sócrates, em declarações citadas pela Rádio Renascença.
“Em Junho de 2005 eu chamei à atenção que se não controlássemos a dívida pública e o défice público teríamos ‘spreads’ a subir, mais tarde ou mais cedo, e que isso teria consequências para o financiamento da economia e para o financiamento das famílias”, argumenta o antigo ministro.
Campos e Cunha diz concordar com a austeridade inscrita no Orçamento do Estado de 2012 e comenta as críticas de
Cavaco Silva. “Tenho alguma simpatia pelas observações do Sr. Presidente da República, no sentido que são particularmente concentradas nos funcionários públicos, no entanto, é importante dizer que qualquer outra alternativa que tivéssemos, com outra composição de medidas, seria sempre uma composição muito difícil para todos nós”, frisou, citado pela Rádio Renascença.