Mundo Candidato pró-russo lidera presidenciais na Moldávia

Candidato pró-russo lidera presidenciais na Moldávia

O candidato pró-russo Igor Dodon lidera os resultados das presidenciais na Moldávia, ex-república soviética que vive uma profunda crise política, de acordo com os primeiros resultados parciais da segunda volta.
Candidato pró-russo lidera presidenciais na Moldávia
Reuters
Negócios 13 de Novembro de 2016 às 23:39
Com 98% dos votos contados, os resultados online mostram que o candidato socialista, Igor Dodon, ganhou com 54%, com a sua concorrente, europeísta, a garantir 45%. O candidato pró-russo chegou a dizer na campanha que pretendia cortar alguns laços de sete anos de maior integração do país com a União Europeia, escreve a Reuters.

A sua vitória é vista como o reflexo da perda de confiança nos líderes pró-europeus do ex-estado soviético de 3,5 milhões de pessoas, que caiu numa crise política e económica depois de um escândalo de corrupção em 2014. Esta é a primeira vez que a Moldávia escolhe o chefe de Estado por sufrágio universal. 

"Sou o Presidente de todo o país, daqueles que votaram em mim e dos que votaram contra", declarou, numa intervenção curta, aos jornalistas o vencedor.

Na Moldávia, os dois candidatos afirmaram que o escrutínio foi "mal organizado" e denunciaram a falta de boletins de voto nas assembleias no estrangeiro.

A taxa de participação no escrutínio, que contou com mais de quatro mil observadores moldavos e estrangeiros, foi de 53,3%, indicou a Comissão Eleitoral.

Na primeira volta, a 30 de Outubro, Igor Dodon, líder do Partido dos Socialistas e antigo ministro da Economia num governo dirigido por comunistas, obteve mais de 47% dos votos.

Maia Sandu, antiga ministra da Educação que trabalhou no Banco Mundial, tinha conseguido 38% dos votos.

A Moldávia atravessa uma profunda crise política, depois de ter sido divulgado, no ano passado, o desaparecimento de mil milhões de dólares das caixas de três bancos do país, ou seja, o equivalente a 15% do Produto Interno Bruto (PIB).

Enormes manifestações de protesto dominaram o país, levando ao poder três governos pró-europeus que não conseguiram acalmar a fúria da população, que considera os seus políticos muito corruptos.



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