Autarquias Candidatos independentes às autárquicas aumentam 70%

Candidatos independentes às autárquicas aumentam 70%

Se em 2013 havia 88 candidaturas independentes, nas eleições autárquicas de Outubro vão apresentar-se 150 candidatos sem filiação partidária, escreve hoje o Jornal de Notícias. A subida é de 70% e pode ameaçar câmaras do PS e PSD.
Candidatos independentes às autárquicas aumentam 70%
Pedro Elias/Negócios
Negócios 26 de maio de 2017 às 11:08

Os movimentos independentes vão ter uma expressão ainda mais reforçada nas eleições autárquicas de 1 de Outubro. De acordo com o presidente da Associação Nacional de Movimentos Autárquicos, Aurélio Ferreira, vão apresentar-se a votos para disputarem câmaras municipais cerca de 150 candidatos sem filiações partidárias. É uma subida pronunciada face aos 88 candidatos que disputaram municípios nas eleições de 2013 – desses, 13 tornaram-se presidentes de câmara.

 

Uma vez que existem 308 câmaras, os independentes vão disputar praticamente metade dos municípios portugueses.

 

Há quatro anos, os independentes foram a quarta força mais votada, com um total de 344.531 votos. E Aurélio Ferreira está convencido que essa votação também sairá reforçada nas eleições de 1 de Outubro.

 

Contudo, nem todos os candidatos que se dizem independentes o são de facto. Ouvido pelo JN, o politólogo António Costa Pinto diz que só Rui Moreira, presidente da câmara do Porto e recandidato a um segundo mandato com o apoio do CDS, e José Manuel Silva, ex-bastonário da Ordem dos Advogados, é que são "verdadeiros independentes". Os restantes, prossegue, dividem-se em três categorias: ou "são dissidentes do seu partido", ou "foram punidos pelo seu partido", ou concorrem em concelhos vizinhos àqueles em que estão impedidos.

 

As candidaturas independentes são permitidas desde 2001. Aurélio Ferreira, candidato independente à Marinha Grande, diz que o sucesso destes projectos está relacionado com o "descrédito dos partidos e dos políticos" e com o facto de a sociedade procurar "alternativas fora do modelo tradicional". Um estudo de Maria Antónia Almeida, do CIES-ISCTE, concluiu que a abstenção é mais baixa nos distritos em que existem candidatos independentes.


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AAAA Há 1 dia

É PRECISO UMA REFORMA DO SISTEMA POLÍTICO PARA PERMITIR CANDIDATURAS DE INDEPENDENTES AO GOVERNO DE PORTUGAL. EU QUERO CANDIDATAR-ME COMO INDEPENDENTE A PRIMEIRO-MINISTRO PARA LIMPAR O PAÍS DOS CORRUPTOS QUE O DESTRUÍRAM NOS ÚLTIMOS 40 ANOS E VOLTAR A TORNAR PORTUGAL GRANDE NOVAMENTE.

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