Emprego Candidaturas para estágios profissionais do IEFP mais do que duplicam vagas

Candidaturas para estágios profissionais do IEFP mais do que duplicam vagas

Para um total de 8 mil vagas previstas, as empresas entregaram 13.906 candidaturas com vagas para 17.086 estágios profissionais, anunciou o IEFP.
Candidaturas para estágios profissionais do IEFP mais do que duplicam vagas
Miguel Baltazar/Negócios

As entidades apresentaram 13.906 candidaturas com vagas para 17.086 estágios profissionais, um número que mais do duplica as vagas disponíveis para o primeiro período deste concurso, que teve início a 16 de Maio e terminou a 31 de Julho.

 

"Foram recebidas 13.906 candidaturas, que apresentam vagas para 17.086 estágios, ultrapassando as 8.000 vagas que se fixaram como meta indicativa para este período de candidatura", refere o  Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP).

 

Esta forte procura das empresas por estágios profissionais do IEFP levou a que o instituto, em Junho, tenha decidido duplicar o número de vagas aos estágios profissionais, que passaram para 8 mil, e a dotação orçamental, que é agora de 37,6 milhões de euros.

 

O IEFP irá agora avaliar as candidaturas recebidas. As novas regras ditaram uma nova forma de selecção das candidaturas, sendo que passou a haver um período definido de apresentação das propostas que ficam expressamente sujeitas a determinada limitação orçamental.

 

Os resultados, divulgados por fonte oficial do IEFP, mostram que neste primeiro período de candidatura, as empresas apresentaram 1.243 pedidos para o Prémio ao Emprego, para 1.496 pessoas contratadas. Este mecanismo é atribuído a ex-estagiários que foram contratados sem termo pela entidade em que estagiaram.

 

O primeiro período de candidaturas a estágios profissionais foi aberto depois de um impasse de quase dez meses na revisão da portaria das regras dos estágios durante que, de acordo com os parceiros sociais, ficou marcado por atrasos na aprovação de pedidos pendentes.

 

Tal como já estava previsto, será aberta uma nova candidatura para estágios profissionais  a 15 de Novembro, encerrando a 31 de Dezembro de 2017.

AS REGRAS 
Como funciona o programa de estágios 

O Governo resolveu manter a duração dos estágios, que é em regra de nove meses. Mas alterou o processo de selecção.

Como será feita a selecção?
O processo de selecção mudou. Há períodos definidos e sujeitos a uma dotação orçamental definida por região. A localização do projecto, a dimensão da entidade e a empregabilidade de anteriores estágios são alguns dos critérios que constam da nova grelha.

Os estágios serão mais curtos?
Não. Ao contrário do que indicou há um ano, o Governo manteve a duração regra dos nove meses. Admitem-se estágios de seis ou doze meses, no caso de entidades abrangidas por "regime especial de interesse estratégico".

Quem pode ter acesso a estágios?
São destinatários principais jovens entre os 18 e os 30 anos que tenham pelo menos o ensino secundário, deixando de ser elegíveis as pessoas com o 9º ano. No caso dos candidatos com mais de 30 anos a possibilidade dependente da conclusão de uma formação e da duração de um ano da situação de desemprego.

O que muda no financiamento?
Aumenta ligeiramente o valor da bolsa pagar a quem faça um estágio que exija a qualificação de mestrado (21 euros brutos para 716 euros) e doutoramento (42 euros brutos para 737 euros). Mas se as pessoas desempenharem funções inferiores às das suas qualificações a bolsa desce. De acordo com as informações prestadas pelo IEFP, o financiamento mantém-se mas sujeito a comprovativos regulares. O IEFP só paga 30% de adiantamento, 30% ao fim de um terço do estágio e o restante no fim




A sua opinião3
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
mais votado Anónimo 02.08.2017

Entre 2011 e 2015, a função pública perdeu 69064 pessoas das 100 mil identificadas como colaboradores excedentários, uma redução de 9%. Não houve despedimentos. Não se fez gestão de recursos humanos porque a lei e os tribunais não deixaram. Ofereceram-se reformas antecipadas, saídas voluntárias com indemnização segundo a lei em vigor, licenças sem vencimento, mas não se pôde despedir excedentários onde eles existiam. Foi um processo caro e ineficiente porque gestão de recursos humanos implica que quem fica e quem é convidado a sair seja escolhido com base em critérios rigorosos bem definidos que vão ao encontro das necessidades e expectativas do empregador de acordo com a sua missão, visão e real propósito que não é seguramente empregar colaboradores. Foi o que se conseguiu numa jurisdição, cultura e sociedade como a portuguesa. Contudo, de lá para cá esse número tem vindo a reduzir-se. A este ritmo, no final das legislaturas socialistas o saldo será positivo tendo por base 2011.

comentários mais recentes
Anónimo 02.08.2017

Se a República comprar pás e picaretas e o governo mandar metade dos portugueses esburacar as estradas todas e outra metade ir lá tapá-las a 150 euros à hora, o PIB ainda cresce mais este ano. Força dupla Costa-Centeno! Não compensa é os estragos já feitos em Tancos e Pedrógão. Não ia lá com pás, picaretas e uma avalanche de contratos de trabalho sem qualquer estratégia, justificação ou sentido. Mas o PIB cresce. E a dívida para nós e os nossos filhos pagarem também...

Anónimo 02.08.2017

Sou obrigado a pagar através de comissões, contribuições e impostos o nível de vida passado, actual e futuro de 2200 assalariados da CGD que não são lá precisos para nada. O sindicato deles, o Sindicato Bancário do Sul e Ilhas (SBSI), já analisou os termos oferecidos pela Caixa Geral de Depósitos (CGD) no programa de “Revogações por Mútuo Acordo”, divulgado na última semana de Junho aos trabalhadores do grupo público. E a sentença é negativa: “As condições propostas aos trabalhadores ficam aquém das expectativas.” E agora pergunto eu, quem regula e supervisiona estas criaturas? As do escândalo CGD e de outros escândalos semelhantes. Há muitos casos destes nas organizações portuguesas.

Anónimo 02.08.2017

Entre 2011 e 2015, a função pública perdeu 69064 pessoas das 100 mil identificadas como colaboradores excedentários, uma redução de 9%. Não houve despedimentos. Não se fez gestão de recursos humanos porque a lei e os tribunais não deixaram. Ofereceram-se reformas antecipadas, saídas voluntárias com indemnização segundo a lei em vigor, licenças sem vencimento, mas não se pôde despedir excedentários onde eles existiam. Foi um processo caro e ineficiente porque gestão de recursos humanos implica que quem fica e quem é convidado a sair seja escolhido com base em critérios rigorosos bem definidos que vão ao encontro das necessidades e expectativas do empregador de acordo com a sua missão, visão e real propósito que não é seguramente empregar colaboradores. Foi o que se conseguiu numa jurisdição, cultura e sociedade como a portuguesa. Contudo, de lá para cá esse número tem vindo a reduzir-se. A este ritmo, no final das legislaturas socialistas o saldo será positivo tendo por base 2011.

pub
pub
pub
pub