Política Carlos César ataca anterior Governo por privatização "sem garantias" dos CTT

Carlos César ataca anterior Governo por privatização "sem garantias" dos CTT

Na sua intervenção, o presidente do Grupo Parlamentar do PS aproveitou para atacar o anterior executivo liderado por Pedro Passos Coelho por ter procedido à privatização dos CTT.
Carlos César ataca anterior Governo por privatização "sem garantias" dos CTT
Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 20 de dezembro de 2017 às 17:16

O líder parlamentar socialista acusou hoje o anterior Governo de ter privatizado os CTT sem garantias de serviço público e de defesa dos trabalhadores, numa intervenção em que criticou a oposição por adoptar uma linha sem nexo.

 
Palavras proferidas por Carlos César no debate quinzenal, na Assembleia da República, no período de interpelação do PS ao primeiro-ministro, António Costa.

 

Na sua intervenção, o presidente do Grupo Parlamentar do PS aproveitou para atacar o anterior executivo liderado por Pedro Passos Coelho por ter procedido à privatização dos CTT.

 

"Privatizaram e concessionaram sem razão e sem acerto, sem a garantia dos serviços e sem a defesa dos trabalhadores", considerou Carlos César, recebendo palmas da bancada socialista, já depois de ter deixado votos, "sem qualquer hipocrisia, para que a oposição mude de vida e esteja melhor em 2018 do que esteve em 2017".

 

"Para o CDS, que anunciou, cito, 'o falhanço rotundo da política económica', temos o 'par de óculos', para lhe devolver, que a sua líder [Assunção Cristas] nos ofertou há precisamente um ano nesta Assembleia da República. Ao PSD, que, também aqui, dizia que 'não estaremos no Natal de 2017 com as melhores razões para comemorar o ano político que então terminará', lembramos, pela milésima vez, que mil vezes se enganaram, e que, assim continuando, mil vezes se enganarão", disse.

 

Numa referência aos casos ocorridos na base militar de Tancos e com a associação Raríssimas, Carlos César criticou também a oposição por adoptar uma linha "sem nexo, já que tanto culpa um ministro [da Defesa] de um assalto que umas criaturas fazem a um armazém militar, como culpa outro ministro [da Segurança Social] por uma criatura que usa as generosidades alheias para se pavonear em carros topo de gama".

 

"Uma oposição, assim, pode ser boa para alguns jornais, mas dificilmente será boa para muitos portugueses", sustentou o líder parlamentar socialista.

 

Em relação à linha que será seguida pelo PS no próximo ano, Carlos César apontou como prioridades a conclusão das reformas da floresta e da descentralização.

 

"Compete-nos, agora, ressarcir os prejudicados e regenerar os territórios afectados pelos incêndios. Estando, embora, o Governo a cumprir a sua obrigação - e a não conceder 'benesses' ou sustentar 'clientelas', com referiu ainda na terça-feira o líder do maior partido de oposição [Pedro Passos Coelho] -, saudamos a forma diligente como tem empreendido a reconstrução, bem como a convocação excepcional de recursos a que procedeu para o efeito", defendeu, dirigindo-se aqui directamente ao primeiro-ministro.

 

Em relação a estas duas reformas, a das florestas e da descentralização, o presidente do Grupo Parlamentar do PS fez um apelo ao consenso.

 

"Todos, sem excepção, têm o dever de se irmanarem na concretização desses objectivos. As dificuldades extremas ou os sofrimentos das pessoas não são palco para divergências fúteis e aproveitamentos partidários", disse.

 

A parte final intervenção de Carlos César mereceu protestos da oposição quando se referiu aos casos particulares do Nuno, da Mariana, da Augusta, do João e do avô do André.

 

Segundo o líder parlamentar do PS, estes cidadãos - com os mesmos nomes de Hugo Soares (PSD), Nuno Magalhães (CDS), André Silva (PAN), Mariana Mortágua (BE) e João Oliveira (PCP) - melhoraram a sua vida nos últimos dois anos, após terem passado dificuldades no período da 'troika'.




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comentários mais recentes
Anónimo Há 1 dia

plano redução custos tinha de acontecer, exonerar velho hernani DOP velho sem ideias, nomear patrocinio para DOP tem de ser juntar cdp´s e acabar com carteiros em gestores e os passar para distribuição acabando com excesso de contratados, reduzindo edificios e rendas sem logica, e diminuir vup.

Anónimo Há 1 dia

Em organizações públicas e privadas do mundo mais desenvolvido, no âmbito da gestão das organizações faz-se gestão de recursos humanos (GRH). Sem GRH, nem criação de valor ocorre nem elevação dos rendimentos de colaboradores não excedentários se dá, uma vez que os excedentários, por definição, limitam-se a extrair valor. Economias com GRH enriquecem e desenvolvem-se de forma sustentável. Ser excedentário não significa por si só que se seja criminoso ou mesmo incompetente. Ser excedentário é como estar na condição de desempregado mas a ser suportado por uma organização que emprega o desempregado. O desempregado e o excedentário são apenas uma oferta sem procura, e isso não é crime, crime é não fazer GRH. O desempregado, sem procura no mercado laboral onde oferece trabalho. O excedentário, sem procura numa dada organização empregadora que tem que o suportar prejudicando a persecução da sua missão, visão e propósito. Ambos são um problema do Estado de Bem-Estar Social e não do empregador.

O que faz.quem pergunta a Carlos Cesar Há 1 dia

o que faz ? Já ouviu falar em carreira politica ? Pobres coitados, que sem argumentos procuram desesperadamente criticar alguém sobejamente conhecido na politica pelos seus méritos.

Lopes Há 1 dia

Não falo do tema porque não sei. Faço uma só pergunta: o que faz o Carlos César na vida?

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