Política Carlos Costa avisa que há limites para as políticas económicas do Governo

Carlos Costa avisa que há limites para as políticas económicas do Governo

O governador do Banco de Portugal sublinhou as limitações da política económica na capacidade de orientar a economia para um novo equilíbrio.
Carlos Costa avisa que há limites para as políticas económicas do Governo
Bruno Simão/Negócios
Nuno Aguiar 28 de setembro de 2017 às 17:24

Os governos podem tentar estimular a actividade, mas seria um erro confiar nelas para guiar a economia para algum fim específico. A ideia foi sublinhada por Carlos Costa, durante a sua intervenção numa conferência de homenagem a Henrique Medina Carreira, organizada pelo Fórum para a Competitividade.

 

"Cabe ao Estado criar condições indutoras de crescimento, mas é o produto de agentes económicos, em particular os agentes organizados em empresas", afirmou o governador.

 

Ou seja, o papel das políticas públicas deverá ser permitir às empresas que floresçam, dando-lhes as condições necessárias para que isso aconteça. Carlos Costa utilizou mesmo a imagem de um jardineiro que apara um arbusto, mas não o pode fazer crescer ou passar a outra dimensão. Tem de esperar pela natureza. "O que se pede a política económica é que seja um factor de indução e não pretenda ser um factor de determinação. Está fora do seu alcance determinar o equilíbrio de chegada."

 

Os governos devem garantir que as contas públicas são sustentáveis, assim como as contas externas (medidas pelo endividamento de famílias e empresas) e que os países tenham níveis de competitividade coincidentes com a criação de emprego e a coesão interna, sublinhou o governador, frisando também a necessidade de uma política de distribuição de rendimentos para os perdedores da globalização.

 

"Os níveis de bem-estar e de emprego dependem dos agentes económicos", afirmou. "A política económica não pode garantir necessariamente a transição para um equilíbrio superior da economia."

 

Ao longo da sua intervenção, Carlos Costa defendeu a necessidade de dinamizar a produtividade, como condição para garantir a sustentabilidade do crescimento e do modelo social ocidental. Duas condições fundamentais são mais inovação e melhor gestão.




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comentários mais recentes
José Amílcar Casimiro Há 3 semanas

Um incompetente (ver BES, BANIF) a fazer política quando deve ser independente. Estamos entregues à bicharada.

p D s Há 3 semanas

Após ler a noticia repetidanente...não vi nem uma frase de Carlos Costa a falar do Governo e/ou das Politicas deste governo.

Perante isto, e lendo o titulo da notícia : "(...)avisa que há limites para as políticas económicas do Governo" ....!?!?
Conclusão: ...isto deve ser o CM, só pode!!!
:(

Anónimo Há 3 semanas

ESTE TIPO NÃO TEM VERGONHA!
DEPOIS DA ACTUAÇÃO DO BES, ELE NÃO DEVIA FALAR MAIS!

Mr.Tuga Há 3 semanas

Cuidado homem !!!!!!!!!

Que se mete com os muito "democráticos" do PS, leva!

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