Economia Carlos Costa: "é essencial consciencializar Portugal da necessidade de prosseguir a consolidação"

Carlos Costa: "é essencial consciencializar Portugal da necessidade de prosseguir a consolidação"

O governador do Banco de Portugal notou que o crescimento baixo da produtividade portuguesa "limita maiores níveis de consumo" sem penalizar o equilíbrio externo.
Carlos Costa: "é essencial consciencializar Portugal da necessidade de prosseguir a consolidação"
Bruno Simão/Negócios
Nuno Aguiar 28 de setembro de 2017 às 17:52

Numa conferência de homenagem a Henrique Medina Carreira, Carlos Costa terminou a sua intervenção com "um alerta". "A manter-se por muito tempo este crescimento sofrível da produtividade comprometerá gravemente o aumento do nível de vida dos cidadãos", afirmou o banqueiro. Em relação à situação portuguesa, a fraca produtividade é um travão ao crescimento sustentável do consumo.

 

"Em Portugal, o reduzido crescimento da produtividade observado nas últimas décadas limita a capacidade de sustentar maiores níveis de consumo sem incorrer em desequilíbrios externos", sublinhou.

 

Nesse sentido, o governador disse ser importante que os portugueses se mentalizem da necessidade de ajustar as suas finanças, tanto os particulares como as empresas.

 

"Tendo em conta o actual endividamento público e privado, é essencial consciencializar a sociedade portuguesa da necessidade de prosseguir com a consolidação financeira e, simultaneamente, criar condições que favoreçam o investimento e a produtividade", acrescentou.

 

Durante a sua intervenção, Carlos Costa defendeu que existem dois eixos fundamentais de dinamização da produtividade: a inovação tecnológica e a gestão. E avisou que existem limites para a política económica do Governo. "Cabe ao Estado criar condições indutoras de crescimento, mas é o produto de agentes económicos, em particular os agentes organizados em empresas", afirmou o governador. 




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comentários mais recentes
Toda a direita apaniguados estão em Há 3 semanas

polvorosa. A opinião pública nacional e internacional, organismos oficiais e empresas, são unanimes colocar Portugal como exemplo de recuperação económica sem penalizar os contribuintes. Por cá os ressabiados e desorientados da direita, mugem ruidosamente. Eles não se resignam à perca de privilégios

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