Banca & Finanças Carlos Costa: “Podemos fazer melhor, mas não podemos evitar riscos”

Carlos Costa: “Podemos fazer melhor, mas não podemos evitar riscos”

O trabalho de um banco central, enquanto decisor monetário e enquanto regulador, tem efeitos colaterais. São o preço a pagar para alcançar os objectivos, diz o governador do Banco de Portugal.
Carlos Costa: “Podemos fazer melhor, mas não podemos evitar riscos”
Miguel Baltazar/Negócios
Diogo Cavaleiro 25 de setembro de 2017 às 10:25

"Podemos fazer melhor, mas não podemos evitar riscos". Esta foi a mensagem deixada pelo governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, na abertura da conferência sobre gestão de risco nos bancos centrais, que teve lugar esta segunda-feira, 25 de Setembro, em Lisboa.

Segundo declarou o número um do supervisor da banca nacional, é necessário lidar com tais riscos, sem esquecer os principais objectivos, como a estabilidade financeira e monetária. Os efeitos colaterais são parte do jogo. Ou o "preço a pagar para conseguir alcançar os objectivos", disse.

 

Na conferência, Carlos Costa não especificou que riscos poderiam ser esses. Garantiu, como já fez ao longo dos últimos anos, que "não existem organizações livres de risco".

 

No caso dos bancos centrais, um dos aspectos necessários para levar adiante a sua missão é a "confiança", onde inclui a capacidade de explicar as suas políticas e a liderança pelo exemplo. Certo é, frisou o governador, que estas instituições têm de ser as "primeiras a pensar nos riscos" e aquelas que "disseminam as melhores práticas".

 

Carlos Costa disse, na abertura de um evento que conta com representantes de responsáveis de bancos centrais, que um dos aspectos importantes na gestão de risco é o de matar o doente com o medicamento. De qualquer forma, admitiu que esta é uma matéria com muito mais pensamento do que, por exemplo, há dois anos. 

 




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