Economia Carlos Silva: “Era importante que a lei laboral se mantivesse inalterada”

Carlos Silva: “Era importante que a lei laboral se mantivesse inalterada”

Defendendo estabilidade na legislação laboral, o secretário-geral da UGT abre a porta à redução de descontos para o fundo de compensação do trabalho e sugere alterações ao pagamento por conta, com vista a um entendimento a propósito do salário mínimo nacional.
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O secretário-geral da UGT defende que o Governo mantenha inalterada a legislação laboral, prescindindo de medidas que constam do Programa do Governo, como as restrições à contratação a prazo ou o fim do banco de horas individual.

A posição é assumida em entrevista ao Negócios e à Antena 1 um mês depois de o Governo ter colocado o tema na agenda, e numa altura em que Carlos Silva incentiva novo entendimento a propósito da subida do salário mínimo nacional, que considera que pode ir além dos 580 euros, através do "protelamento" do acordo já assinado em Janeiro de 2017.

O líder da estrutura que defendeu a criação do Fundo de Compensação do Trabalho, para o qual as empresas descontam 1% sobre os novos salários, diz estar disponível para negociar uma suspensão da contribuição das empresas durante dois anos e para renegociar o valor dos descontos.

Além disso, sugere que o ministério das Finanças considere alterações ao pagamento por conta.

Estas propostas aproximam-se das que foram feitas pelas confederações patronais numa carta ao ministro do Trabalho, Vieira da Silva, tal como o Negócios noticiou esta sexta-feira.

A nível laboral, apesar de prescindir das medidas do Programa do Governo, Carlos Silva defende essencialmente medidas relacionadas com a contratação colectiva, que tornem mais exigente o processo que leva à caducidade dos contratos colectivos ou que alarguem o leque de temas abrangidos pelo princípio do tratamento mais favorável.

No início deste ano o Governo combinou com os parceiros sociais uma suspensão dos pedidos de caducidade dos contratos colectivos durante 18 meses.

  




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comentários mais recentes
Anónimo 17.12.2017

A UGT serve para arranjar tachos ! O João Proença é um exemplo .... os PATRÕES nunca se esquecem ....

Anónimo 17.12.2017

Na Finlândia, os sindicatos, as empresas e o governo sentaram-se a uma mesma mesa e concluíram o que sempre souberam ser a verdade, ou seja, que a riqueza, o elevado nível de vida e a criação de valor não se decretam. O que se decreta é que as forças de mercado, os avanços tecnológicos e os direitos, liberdades e garantias dos cidadãos não podem ser postas em causa por motivações iníquas, injutificáveis e insustentáveis afectas a determinados grupos de interesse sindical ou corporativo. É o oposto da mentalidade portuguesa e grega: "the heart of the deal is that pay and employment costs will be determined by four factors: productivity, public sector sustainability, employment and competitiveness." yle.fi/uutiset/osasto/news/union_confederation_accepts_finnish_model/8736547

Anónimo 17.12.2017

Os colaboradores cujo posto de trabalho já não se justifica, quer seja na banca, na administração pública ou noutro sector qualquer, já foram remunerados acima do seu preço de mercado durante muito tempo, e por isso o Estado, a economia e a sociedade nada lhes deve. Antes pelo contrário, os colaboradores nessa situação são devedores de uma dívida colossal ao Estado, à economia e à sociedade, que se avoluma a cada dia que passa sem que sejam despedidos.

Anónimo 17.12.2017

Portugal deve ter e manter um bom rumo económico e os sindicatos devem contribuir. O trabalho aos sábados na Auto Europa vai ajudar a crescer.

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