Economia Carlos Costa: “Chave da transformação” está na educação, no mercado de trabalho e na iniciativa individual

Carlos Costa: “Chave da transformação” está na educação, no mercado de trabalho e na iniciativa individual

Governador do Banco de Portugal sublinha a importância de criar reformas mais inclusivas.
Carlos Costa: “Chave da transformação” está na educação, no mercado de trabalho e na iniciativa individual
Rui Peres Jorge 24 de Maio de 2013 às 12:33

Portugal precisa de desenvolver instituições mais inclusivas, que garantam uma melhor distribuição de recursos e de resultados e que assim evitem a captura da riqueza por um pequeno número de pessoas ou grupos. Isso implicará sistemas de educação e mercado de trabalho mais eficientes, mas também a garantia de que a iniciativa individual é protegida.

 

Esta é uma das perspectivas sobre o processo de reforma do Estado e da economia que foi esta manhã avançada por Carlos Costa, governador do Banco de Portugal, numa conferência sobre reforma institucional, organizada pelo banco central em parceria com a Fundação Calouste Gulbenkian, e o Conselho Económico e Social que está a decorrer esta manhã em Lisboa.

 

“Temos que favorecer as instituições que permitem criar uma sociedade mais inclusiva”, defendeu Carlos Costa, considerando que a “mobilidade social é a melhor gazua” para mudanças sociais. Nessa transformação, continuou o governador, “há duas instituições decisivas: a educação e o mercado de trabalho”, juntando-lhe de imediato “uma terceira que permite e permeia o indivíduo”.

 

Assim, a educação, o mercado de trabalho e o apoio à iniciativa individual são “a chave da transformação”, rematou o governador numa intervenção que ficou marcada pelo sublinhado à importância do consenso social e político para garantir reformas e transformações sociais duradouras.

 

Consensos, conflitos e compromissos

 

Uma reforma precisa que os vários actores da sociedade conheçam as áreas de conflito, de consenso e de possíveis compromissos. A identificação e a reflexão sobre estas três dimensões das relações sociais e institucionais é essencial para garantir um processo bem sucedido.

 

As palavras do governador do Banco de Portugal chegam num momento em que as posições políticas em Portugal em torno do ajustamento económico se estão a extremar. Numa relação saudável “não é possível abafar o conflito, mas é possível gerir o conflito”, defendeu. É possível e desejável e deve ser conseguido através da busca de consensos: “Se não procurarmos o consenso podemos ter as maiores” reformas sem que essas de facto resistam, afirmou.




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mais votado D. 24.05.2013

beeeeeeepppp - Errado Sr Governador.... A Solucao esta em ter: 1) uma Justica "cega" e eficiente; 2) reduzidos niveis de corrupcao; 3) Um governo honesto (mesmo que que seja so para aplicar os pontos 1) e 2) ) : 4) Impostos reduzidos para atrair investimento.... O resto, tenho a certeza que viria por arrasto como sempre veio com as necessidades de paises desenvolvidos....

comentários mais recentes
Pedro 24.05.2013

Iniciativa individual??? Em Portugal??? Só se estiver drogado! Investe tu ó palerma!

D. 24.05.2013

beeeeeeepppp - Errado Sr Governador.... A Solucao esta em ter: 1) uma Justica "cega" e eficiente; 2) reduzidos niveis de corrupcao; 3) Um governo honesto (mesmo que que seja so para aplicar os pontos 1) e 2) ) : 4) Impostos reduzidos para atrair investimento.... O resto, tenho a certeza que viria por arrasto como sempre veio com as necessidades de paises desenvolvidos....

Rebouças de Oliveira 24.05.2013

espera aí que o ladrão vigarista está a falar, vou tomar nota, deve ser muito importante...

Anónimo 24.05.2013

A maior das verdades esperar que aconteça nunca deu resultado! E neste país só não estuda quem não quer!!! Agora eu entendo que é bem mais fácil ficar a dormir e viver de subsídios...

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