Política Carris e STCP no Parlamento a 24 de Fevereiro, PS admite mudanças

Carris e STCP no Parlamento a 24 de Fevereiro, PS admite mudanças

Os pedidos de apreciação parlamentar do PCP sobre a Carris e a STCP vão ser discutidas a 24 de Fevereiro. O PSD ameaça pedir a cessação de vigência do decreto da empresa lisboeta e o PS não exclui dar maior peso aos municípios que, além de Lisboa, são servidos pela empresa.
Carris e STCP no Parlamento a 24 de Fevereiro, PS admite mudanças
João Santos/Correio da Manhã
Bruno Simões 01 de fevereiro de 2017 às 13:49

As apreciações parlamentares que o PCP apresentou sobre a municipalização da Carris e da STCP vão ser discutidas no dia 24 de Fevereiro, decidiu esta manhã a conferência de líderes parlamentares. À saída da reunião, o PS mostrou-se disponível para garantir uma maior participação dos municípios que são servidos pela empresa de transportes que hoje passou para a gestão e posse exclusivas da Câmara de Lisboa.

 

"O grosso da actividade operacional da Carris corresponde ao concelho de Lisboa" e é aí "que se conseguem fazer ganhos de eficiência e de funcionamento do sistema, e por isso à partida é a solução que se privilegia", enquadrou o deputado socialista Pedro Delgado Alves. Mas também "há a clara noção de que a Carris tem uma área de operação que não é exclusiva de Lisboa".

 

Por isso, "aquilo em que se vai trabalhar é arranjar as melhores formas de articular isto, e de garantir que toda a Área Metropolitana, todos os concelhos envolvidos continuam a ser servidos com um reforço de qualidade, que é o que se pretende e se vai conseguir acautelar". Os socialistas vão aguardar que surjam as posições dos outros partidos da maioria de esquerda, com os quais "é necessário dialogar para se arranjar uma solução estável, permanente e que faça virar a página na qualidade dos transportes em Lisboa".

 

O PCP suscitou a apreciação parlamentar dos dois decretos-lei do Governo mas não vai pedir a cessação de vigência. Luís Montenegro, do PSD, tomou nota dessa posição. "Registamos o recuo do PCP, parece que se arrependeu de propor a cessação de vigência", descreveu Luís Montenegro, que não excluiu que sejam os social-democratas a propô-la. "Não deixaremos de participar de forma muito activa na discussão e de utilizar os meios regimentais, sejam propostas de cessação de vigência", antecipou.

 

Transportes estão piores com o Governo de Costa, acusa o PSD

 

Para os social-democratas, a municipalização das empresas de transportes foi um erro. "Desde que este Governo tomou posse e respondeu ao ímpeto contra-reformista do PCP e do BE, os serviços pioraram, os cidadãos das Áreas Metropolitanas de Lisboa e Porto têm hoje um pior serviço, muito mais dificuldade de mobilidade" e estão a "ser altamente penalizados porque a opção estatizante do Governo tem desembocado em menos investimento" e "menos material circulante".

 

Adicionalmente, dá-se a circunstância "injustificada de as dívidas [da Carris] ficarem para os contribuintes pagarem através do OE e as benesses que a Câmara de Lisboa apresenta em ano de eleições ficarem para a gestão socialista".

 

O Bloco de Esquerda não abriu o jogo sobre qual a solução que vai apresentar, embora não exclua que irá aumentar a participação dos municípios além de Lisboa. "Sempre tivemos a postura de envolver os diversos agentes autárquicos na gestão dos transportes públicos. Vimos isso no porto, com a STCP. Na Carris, consideramos que é de realçar o envolvimento de outros municípios que não o município de Lisboa, que também são servidos pela Carris", defendeu. A proposta surgirá no debate das apreciações parlamentares do PCP.




A sua opinião0
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
pub
pub
pub
pub