Economia Caso offshores: IGF ainda à espera de relatórios dos peritos informáticos

Caso offshores: IGF ainda à espera de relatórios dos peritos informáticos

A auditoria da Inspecção-geral de Finanças ao caso das transferências para paraísos fiscais ainda espera pelos relatórios de peritagens informáticas. Governo aguarda e não vai pressionar, afirma Mário Centeno.
Caso offshores: IGF ainda à espera de relatórios dos peritos informáticos
Bruno Simão/Negócios
Filomena Lança 12 de abril de 2017 às 14:38

O ministro das Finanças afirmou esta quarta-feira, 12 de Abril, no Parlamento que a Inspecção-geral de Finanças está a aguardar relatórios de peritagens informáticas para dar por concluída a auditoria pedida no âmbito do "caso das offshores". "A nossa posição é a de que não devemos pressionar", sublinhou.

 

Mário Centeno esteve esta quarta-feira, 12 de Abril, no Parlamento numa audição na comissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa. O objectivo inicial era que a audição tratasse de dois temas: A situação do BES e do Novo Banco, por um lado, e as transferências para offshores, por outro. No entanto, uma vez que a primeira parte se prolongou muito para além do esperado, os trabalhos foram interrompidos e terá agora de ser marcada nova data para o ministro ir responder às perguntas dos deputados sobre as transferências para os paraísos fiscais.

 

Ainda assim, o PSD questionou sobre o ponto de situação da auditoria da IGF que Rocha Andrade, quando ele próprio esteve no Parlamento a falar sobre o mesmo assunto, disse que estaria terminada durante o mês de Março.

 

"Até este momento a IGF ainda não apresentou as suas conclusões e questionada, a informação que temos é que houve uma decisão de alargamento do âmbito da auditoria, que neste momento inclui também peritagem informáticas. E a IGF aguarda os relatórios dos peritos", explicou Mário Centeno.

 

A IGF já anteriormente afirmara publicamente que a auditoria fora alargada e iriam ser efectuadas peritagens informáticas.

 

O caso das offshores, recorde-se, prende-se com o facto de durante o período de 2011 a 2014 – no mandato do anterior Governo e do secretário de Estado Paulo Núncio – um conjunto de operações ter escapado às estatísticas e ao controle do Fisco, apesar de terem sido reportadas à Autoridade Tributária pelas instituições financeiras.

 

Problemas na transmissão da declaração do modelo 38 do Portal das Finanças para o sistema central provocaram a discrepância estatística encontrada pelo actual Governo, segundo explicou no Parlamento o actual SEAF, Fernando Rocha andrade.




A sua opinião2
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
Anónimo Há 1 semana

A geringonça deu um chouriço e exige um porco:Os ricos tem carros elétricos e os pobres pagam altos impostos em combustível. Carrega Costa.

Camponio da beira Há 1 semana

Daqui a 8 anos, cheguam à conclusão que afinal havia indicios mas prescreveram.O maior julgamento da Humanidade, o de Nuremberga, sobre os criminosos Nazi que durou em media um ano, tendo tudo terminado em 3 anos.Retirem aos nosso magistrados, net e computadores, para serem rapidos como antigamente.

pub
pub
pub
pub