Zona Euro Catalães saem à rua para protestar contra a violência exercida pelas autoridades no domingo

Catalães saem à rua para protestar contra a violência exercida pelas autoridades no domingo

Estradas cortadas, os serviços de transporte a funcionar com perturbações e comércio a meio gás. Está a ser assim a manhã numa Catalunha em greve para protestar contra a violência exercidas pelas forças de segurança no domingo dia do referendo.
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Ana Laranjeiro 03 de outubro de 2017 às 10:23

No último domingo, mais de dois milhões de catalães foram às urnas para votarem no referendo sobre a independência da região. Um referendo que Madrid considerou ilegal e para onde enviou várias centenas de elementos da polícia nacional para tentarem travar a ida dos catalães às urnas. O domingo ficou também marcado pela violência exercida pelas autoridades de segurança, que geraram mais de 800 feridos.

Depois destes episódios de violência, os sindicatos – a CGT (Confederación General del Trabajo), IAC, COS e Intersindical CSC – convocaram uma greve geral para esta terça-feira, 3 de Outubro. O objectivo é precisamente "responder" à violência exercida pelas forças de segurança no passado domingo, relato o jornal La Vanguardia.

E os catalães estarão a responder em força. A Catalunha estará a meio gás esta manhã, com várias estradas e auto-estradas cortadas – nomeadamente devido a 24 manifestações que estão a decorrer – os transportes têm a sua circulação afectada (o metro tem estado a operar a 40% e os autocarros a 30% - em ambos os casos acima dos serviços mínimos de 25% decretados pelas autoridades) e o comércio está a meio gás, escreve o La Vanguardia.

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O El Mundo indica que os quiosques nas Ramblas – centro de Barcelona -, padarias históricas e lojas que estão abertas todos os dias do ano não abriram portas esta terça-feira. Na sede do PP em Barcelona (partido do primeiro-ministro espanhol Mariano Rajoy) cerca de duas mil pessoas protestam e cantam canções contra o partido e contra polícia, segundo a mesma fonte.

A polícia nacional, enviada por Madrid para travar o referendo, está inclusivamente a ser, de certa forma, convidada a deixar a Catalunha. De acordo com o El País, a Polícia Nacional e a Guardia Civil abandonaram durante a última madrugada ou vão deixar esta terça-feira os hotéis onde estão instalados. Pelo menos, em três zonas onde estes elementos estão instalados, a pressão dos vizinhos das unidades hoteleiras estão na origem desta saída.

Os sindicatos representantes das forças policiais já exigiram, em comunicado citado pelo El Mundo, que o Ministério do Interior adopte medidas para garantir a segurança destes profissionais.

Carles Puigdemont, presidente do Governo Regional da Catalunha, já usou o twitter para dizer que esta "é uma jornada de protesto democrática, cívica e digna".




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mais votado alcpf Há 2 semanas

Pierre Ghost deixa de ser piegas... Nem deverias escrever esse comentário e censurado pela PIDE, pq por ti ainda vivíamos no antes 25 de abril ou não sabes que o 25 de abril foi um golpe de estado?
Os catalães têm todo o direito de ser independentes... Têm todos os motivos que Portugal tem em este não ser região espanhola! Até uma língua própria!
Já agora, pq nas escolas catalãs, têm que aprender castelhano e nas escolas castelhanas não são obrigados a aprender catalão? Apenas um exemplo que os catalães são de segunda no seu país!
Se Portugal pertence-se a Espanha, a lingua portuguesa estava hoje deturpada...

comentários mais recentes
surpreso Há 2 semanas

Qual violência? Deixem.se de mentiras!

Lurdes Há 2 semanas

Prisão com os extremistas.Pancada neles Madrid

Pouca vergonha Há 2 semanas

Eu dava-lhes era no lombo, cadeia com esses separatistas de merda. Porrada neles até chiarem.

Anónimo Há 2 semanas

a policia municipal não são mais que uns paus mandados do presidente da Câmara( corrupção passiva...), iguais aos Mossos na Catalunha , um erro que deve ser corrigido rapidamente

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