Impostos Catarina Martins acredita que Governo já está disponível para gastar mais em IRS

Catarina Martins acredita que Governo já está disponível para gastar mais em IRS

Na véspera da reabertura das negociações sobre o OE para 2018, a líder do Bloco de Esquerda mostra-se optimista: "Julgo que o Governo já evoluiu dessa posição inicial" no IRS.
Catarina Martins acredita que Governo já está disponível para gastar mais em IRS
Miguel Baltazar
Negócios com Lusa 22 de agosto de 2017 às 12:19
A coordenadora do BE defendeu hoje que o próximo Orçamento do Estado será o momento para "colocar o crescimento da economia a favor de quem trabalha" e disse esperar do Governo mais verbas para o alívio fiscal.

No final de uma visita ao Museu da Carris, em Lisboa, na qual esteve acompanhada pelo candidato do BE à Câmara da capital, Ricardo Robles, Catarina Martins foi questionada sobre as negociações do próximo Orçamento, na véspera de uma reunião do partido com o Governo.

Lembrando que as "linhas vermelhas" do BE são públicas - passando pela recuperação de rendimentos, não aumento de impostos de bens essenciais e melhoria dos serviços públicos -, a coordenadora do BE salientou a exigência que "o país tem sobre a atual solução governativa", sobretudo por parte dos que continuam desempregados ou com salários e pensões baixas, apesar do crescimento da economia.

"O Orçamento do Estado é o momento essencial para colocar o crescimento da economia a favor de quem trabalha, de quem trabalhou e de quem quer trabalhar para não permitirmos que o crescimento economia seja a apropriação de riqueza por uns poucos", defendeu.

Questionada se houve avanços por parte do Governo sobre a verba destinada a aumentar a progressividade dos escalões de IRS - inicialmente foi inscrito um valor de 200 milhões de euros no Programa de Estabilidade (PE) -, Catarina Martins mostrou-se optimista.

"O Governo já compreendeu que aquele valor que tinha colocado no PE inicialmente não corresponde à necessidade de maior alivio e justiça fiscal, julgo que o Governo já evoluiu dessa posição inicial e que é preciso ir mais longe", disse. O Bloco de Esquerda colocou a fasquia nos 600 milhões para o IRS.

"Quanto ao mais, as negociações fazem-se à mesa", repetiu, por várias vezes, a líder bloquista.

Entre as linhas vermelhas do Bloco, salientou, conta-se o investimento nos serviços públicos, em áreas como a saúde e a educação mas não só. "Temos de fazer uma aposta no investimento do país - lembro que por falta de verba ainda agora houve projetos sobre a prevenção na área da floresta que não foram para a frente", lamentou.

O Diário de Notícias noticia hoje que centenas de candidaturas a fundos comunitários de projetos de defesa da floresta, nomeadamente de prevenção contra incêndios, foram rejeitados, em muitos casos com o argumento de falta de dotação orçamental, o que já levou o BE a pedir explicações ao Ministério da Agricultura. "Tivemos conhecimento que projetos que cumpriam todos os requisitos sobre prevenção de incêndios, uma parte deles não foi financiados porque não houve disponibilidade financeira do Estado", lamentou Catarina Martins, defendendo que "o financiamento tem de chegar a esses projetos".

"O Governo já veio dizer que vai agir, aguardamos que o faça o mais rapidamente possível", disse. Sobre o início mais tardio do que o inicialmente previsto para as negociações do OE, Catarina Martins assegurou que, embora o partido tivesse considerado preferível começar o trabalho mais cedo, o BE tem "feito o trabalho de formiguinha". "Com mais ou menos tempo a exigência do BE mantém-se", assegurou.

Além do aumento da progressividade dos escalões do IRS, o BE elege também como prioridade para o próximo OE o descongelamento das carreiras dos funcionários públicos e quer ver resolvida, antes do Orçamento, o direito à reforma por inteiro aos 60 anos de quem "começou a trabalhar ainda criança".

"O último compromisso do Governo era que a 01 de outubro isso estaria resolvido para quem começou a trabalhar aos 14 anos, a lei ainda não foi publicada e o BE quer isso resolvido antes do Orçamento do Estado", frisou.



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mais votado Anónimo 22.08.2017

A dívida pública anda a bater recordes. Mas o pior é que a banca de retalho subsidiada pelo Estado está mesmo à espera disso para aumentar a carteira de clientes e elevar o "produto bancário". A banca de retalho tradicional é a maior amiga do excedentarismo, da falta de transparência e demais fontes de despesismo. Não brinquem mais com o fogo que esta pandilha é perigosa e totalmente irresponsável.

comentários mais recentes
Anónimo 22.08.2017

Não percebi... O governo gasta do seu dinheiro? É isso? Ou é dinheiro do costa e da esganiçada? Com jornalismo deste...

Anónimo 22.08.2017

Estes abencerragens devem viver na ilha das vacas felizes onde julgam que o dinheiro, de que dizem não gostar, do dos outros, claro cai do céu. Eles mandam e os néscios que usurparam o poder, só para manterem o traseiro no cadeirão, obedecem. E nós pagamos. Enquanto houver cegos e burros.

JCG 22.08.2017

Governo já está disponível para gastar mais em IRS...
Que título delicioso! só pode ter sido escrito por um ignorante que tem a mania de que é esperto (a), ou seja, o típico xico-esperto portuga, espécie que se reproduz mais que baratas em lixeira.
Com que então, o Governo gasta em IRS!...

Hipocritas e oportunistas dispostos a tudo. 22.08.2017

Agora com, o contribuinte tuga no centro da mesa com uma maçã na boca, é só comê-lo.
O BE está disponível para assinar de cruz o próximo OE, basta comprá-lo com o "dinheiro" certo, por exemplo, fazer leis para deixar entrar criminosos islâmicos para assassinarem tugas. O PS foi morto pelo Costa.

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