Política Catarina Martins acusa Altice de fraude e de dobrar a lei para despedir trabalhadores  

Catarina Martins acusa Altice de fraude e de dobrar a lei para despedir trabalhadores  

A líder do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, acusou quinta-feira à noite, em Coimbra, a empresa Altice de fraude e de tentativa de dobrar a lei para despedir 3.000 trabalhadores.  
Catarina Martins acusa Altice de fraude e de dobrar a lei para despedir trabalhadores  
Miguel Baltazar
Lusa 14 de julho de 2017 às 08:56

"O Governo disse, e bem, que a empresa não podia despedir utilizando a figura do despedimento colectivo, mas a Altice quer despedir os mesmos trabalhadores utilizando os mais variados subterfúgios legais", denunciou a dirigente bloquista.

 

Catarina Martins, que falava na conferência/debate "Mais Justiça. Mais democracia. O Bloco de Esquerda e a situação política actual", disse que a empresa está a externalizar parte dos seus serviços a outras e a transferir trabalhadores para outras empresas, algumas do mesmo grupo.

 

Segundo a deputada e coordenadora do BE, a empresa está a usar mecanismos de uma forma perversa para despedir os trabalhadores e o Governo tem de "utilizar todos os meios ao seu dispor" para o impedir.

 

"Como é que a Altice está a usar a figura de transmissão de estabelecimento, que acontece quando uma empresa está em dificuldades e é comprada por outra, e é a mesma que pediu uma licença bancária para operar como banco em Portugal", interrogou.

 

"Como é a Altice que tem de partir parte da sua empresa, como se não tivesse capacidade para a manter, é a mesma que tem capacidade para agora querer uma licença bancária", insiste a dirigente.

 

Para Catarina Martins, "isto chama-se fraude, chama-se dobrar a lei", porque a empresa não pode utilizar transmissão de estabelecimento nem externalização.

 

"A Altice não pode utilizar estratagemas legais para despedir ilegalmente. Se o Governo recusou o despedimento colectivo utilizando a forma legalmente prevista para esse efeito, tem agora também de usar todos os meios ao seu dispor para recusar que esse despedimento seja feito por meios legais que nem sequer podem ser utilizados", sublinhou.

 

A líder do BE defendeu mais instrumentos para os trabalhadores se poderem oporem a este mecanismo, "reforçando a legislação laboral para que os trabalhadores não fiquem sujeitos a esta pressão".




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mais votado Anónimo 14.07.2017

De precário a excedentário é um ápice. A tecnologia não pára e as forças de mercado também não.

comentários mais recentes
Natalia Correia 14.07.2017

Tive muita esperança em António Costa, que fosse melhorar Portugal para todos os trabalhadores. Mas este governo provou ser só para as coisas boas, para as outras acusa os outros. Esta atitude está a crispar demasiado a sociedade, precisamos de uniã. Não posso apoiar mais este PM como fiz até agora

SILVA 14.07.2017

Isto é duma irresponsabilidade . Um dos suporte do Governo vir para a praça pública insurgir-se contra uma empresa. O Costa é feito da mês mesma massa, fez o mesmo. Esta gente não tem a noção mínima dos problemas das empresas, dos mercados e da concorrência. Garotada do piorio. Só criam problemas.

Sejamos realistas 14.07.2017

Toda a gente sabe que a PT era local de pasto da manada, da esquerda à direita.
Pessoal técnico não será despedido mas pessoal inútil provavelmente sim.
Só existem 3000 inúteis na antiga PT? Não acredito, há muitos mais.
Comecem a fazer a desparasitarem, ontem já era tarde.

Anónimo 14.07.2017

Onde estavas tu, Car-varina, e o teu partido quando o PS de Sócrates e Costa mataram a PT ao entrar na OI?

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