IRS Catarina Martins: Aumentar escalões de IRS aliviará pessoas com salários modestos
IRS

Catarina Martins: Aumentar escalões de IRS aliviará pessoas com salários modestos

A coordenadora do Bloco de Esquerda (BE) advogou hoje que um maior número de escalões de IRS, e portanto maior progressividade fiscal, é o método necessário para aliviar todos os que têm salários modestos mas com "grande carga fiscal".
Catarina Martins: Aumentar escalões de IRS aliviará pessoas com salários modestos
Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 17 de maio de 2017 às 19:38

"Essa é a única forma de aliviarmos pessoas que tendo salários modestos em Portugal já têm uma grande carga fiscal", disse Catarina Martins, falando sobre um aumento de escalões de IRS.

 

Na terça-feira, à SIC Notícias, a bloquista havia defendido a necessidade de "uma despesa fiscal em criação de escalões próxima dos 600 milhões de euros, no mínimo", para o Orçamento do Estado de 2018.

 

O Governo, no Programa de Estabilidade enviado a Bruxelas, contempla uma verba de 200 milhões de euros para o IRS, mas Catarina Martins, que falava hoje em Lisboa, numa acção no bairro da Mouraria, lembrou que os acordos parlamentares à esquerda de viabilização do executivo contemplam o "aumentar da progressividade fiscal com mais escalões de IRS".

 

Ora, o dinheiro para tal, prosseguiu, existe, mas "a política é uma questão de escolhas" e cabe ao Governo actuar neste campo.

 

"Não há um problema desse tipo no país. Estamos a falar de tão pouco. Estamos a falar do país que vai pagar mais de mil milhões de euros em parcerias público-privadas na Saúde. Não consegue aliviar o salário, a pensão, de quem trabalha e paga tantos impostos? Claro que consegue", vincou.

 

Uma eventual alteração nos escalões de IRS pode acontecer, frisou, em dois anos e dois Orçamentos, sendo um "bom objectivo" o passar de cinco para novamente oito escalões de IRS nesse prazo temporal, admitiu.

 


A sua opinião11
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
mais votado Anónimo Há 1 semana

O problema até nem está no IRS mas nos combustiveis isso sim, em especial a Gasolina faz um rombo no ordenado, já tive meses de 150 € se a isso juntar-mos outros ladrões chamado EMEL mas aí ainda não vi fazer nada.

comentários mais recentes
anonimo Há 1 semana

Se a demagogia pagasse imposta esta senhora tinha muito para pagar. Os baixos ordenados já não pagam IRS e têm acesso a tudo sem pagar.Quem paga são os médios e pelos CM quer que paguem mais.É que para uns deixarem de pagar , outros vão ter de pagar mais .Vá atrás PS, vai no bom caminho para perder

Mr.Tuga Há 1 semana

A justiça para estes hipocritas DESPESISTAS RUINOSOS esquerdalhos (que pensam que estão na Alemnha e que cá o burgo não está FALIDO e com divida superior a 130% do PIB) e por os que já não pagam NADA e beneficiam de todas as ISENÇOES, a PAGAR ZERO!
A classe media ALTA que compre vaselina!

Anónimo Há 1 semana

A desonestidade é tanta que até assusta. E a comunicação social repassa isto vezes e vezes sem conta até se tornar verdade. Os salários baixos não pagam IRS. Isto é uma mentira. até 1700/mês paga-se 20%.O IRS tem de baixar para todos, tem de haver menos progressividade e mais incentivo a fazer mais.

Anónimo Há 1 semana

Não se esqueçam nos que ganham bem. Ganham bem, mas ficam sem 53% do que ganham e se lhes reduzissem a pesadíssima "herança", mas que o Costa gosta de manter, daí viría muito dinheiro para investimento e crescimento económico, por arrasto!!!

ver mais comentários
pub
pub
pub
pub