Política Catarina Martins: Falta coragem ao PS para se afastar das políticas de direita

Catarina Martins: Falta coragem ao PS para se afastar das políticas de direita

A líder do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, afirmou que falta ao Governo PS coragem para se afastar do caminho trilhado pelo anterior executivo PSD/CDS-PP.  
Catarina Martins: Falta coragem ao PS para se afastar das políticas de direita
Lusa 12 de novembro de 2017 às 11:10

"O que falta é coragem ao governo [do PS] para se afastar, de uma forma mais determinante, do caminho que a direita trilhou e apostar a sério nos serviços públicos e na capacidade do país de responder aos seus", disse Catarina Martins perante mais de uma centena de apoiantes, num jantar comício na Baixa da Banheira, concelho da Moita.

 

No encontro, em que fez um balanço dos dois anos do acordo para garantir apoio parlamentar do BE ao governo socialista, Catarina Martins congratulou-se com aquilo que já foi feito e reconheceu que ainda há muito por fazer, ao mesmo tempo que defendia a necessidade de um PS com mais coragem, para renegociar a divida pública e apostar na melhoria dos serviços públicos.

 

"É preciso ter a coragem de renegociar a dívida pública do nosso país, para proteger a nossa economia, o nosso emprego, a nossas condições de vida de uma forma sustentada. E é por isso que o BE não abandona nenhuma das suas lutas. Nada seria pior, nada seria mais errado do que olhar para os números da economia, ou da criação de emprego, com arrogância", disse.

 

"É preciso ter enorme humildade e responsabilidade. Saber o tanto que falta fazer, do país tão frágil que somos, com serviços públicos que não têm o que é necessário para funcionar, com pensões e salários ainda ao nível da miséria, com tantas desigualdades e com interesses económicos ainda tão, tão poderosos, a roubarem recursos e possibilidades todos os dias a quem aqui trabalha, a quem aqui vive", acrescentou.

 

Catarina Martins admitiu que nem tudo terá corrido bem na governação do país ao longo dos últimos dois anos e que o país foi confrontado com algumas tragédias, mas defendeu que, ao contrário do que diz a direita, alguns problemas resultam das políticas seguidas pelo anterior governo PSD/CDS-PP.

 

"Temos ouvido a direita falar todos os dias sobre aquilo que corre mal - e há coisas que correm mal, temos tido tragédias no nosso país e o BE nunca fecha os olhos a nada do que está mal -, mas, o que a direita se esquece de dizer é que o que corre mal, não é por não se seguir a política da direita; é por o governo não se ter afastado o suficiente da política da direita", disse.

 

"Se faltam recursos ao SNS [Serviço Nacional de Saúde] não é porque não se seguiu os bons conselhos do PSD e CDS; é porque ainda não se investiu o suficiente para superar o desinvestimento de PSD e CDS na saúde; se temos um território abandonado, não é por não seguir os bons conselhos da direita, que fechou escolas, centros de saúde, tribunais, repartições de finanças, tudo por todo o país. Foi porque ainda não fizemos o investimento necessário para contrariar esse abandono do território e para dar em todo o país condições de segurança", acrescentou.

 

Para a líder do BE, "se o Estado falha quando entrega a empresas privadas os meios da sua proteção civil, ou cruza os braços sobre a floresta e o meio ambiente", também não é por não seguir os conselhos da direita, mas por não ter tido ainda a "coragem de uma intervenção pública direta na floresta e no controlo público direto dos meios de proteção civil".

 

Referindo-se ao surto de `legionella´, que terá tido origem no Hospital São Francisco Xavier, em Lisboa, e que já provocou quatro mortos, Catarina Martins também atirou responsabilidades para os partidos da direita, PSD e CDS-PP.

 

"Quando olhamos para a tragédia do surto de `legionella´, que naturalmente assusta as pessoas e teve vítimas concretas (…), lamentamos, mas não basta lamentar, não basta dizer que se calhar era possível fazer mais. É preciso também lembrar que a direita acabou com as inspeções obrigatórias da qualidade do ar, que o BE propôs e que a direita votou sempre contra e que têm de estar ativas para proteger o país. O que nos falta não é o que a direita propõe, porque a direita não propõe nada aos seus", concluiu.




A sua opinião15
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
mais votado Ciifrão Há 1 semana

Esta senhora sem a direita para denegrir não tem assunto.

comentários mais recentes
Anónimo Há 1 semana

Basicamente a culpa e do PS, basta distribuir e taxar riqueza apostar numa elite funcionarios publicos dirigir o povo

Catarina tem de ser en rabada por 5 negrões!! Há 1 semana

Porque não mandam a Catarina para a Venezuela, país rico em petróleo mas por causa da governança esquerdalha torpe, estão com as prateleiras vazias! A Catarina não sabe fazer contas?! Quais os países esquerdalhos q prosperaram?! Nenhum! Catarina leva as tuas políticas suicidadas para o caaaralho!

Olha a jarra do costa esganiçou... Há 1 semana

O governo minoritário apoiado pela derrotada é: incompetente, negligente, irresponsável, inimputável, factos estes à vista de toda a gente.
A culpa dos incêndios, da seca, da legionella, das unhas encravadas, da burrice da esquerda, é da direita.
Porra, muda de país, vai para onde não há direita..

ha ha ha que ganda vache Há 1 semana

Ó Cat vai prá Coreia do Norte.. . . .. . .

ver mais comentários
Saber mais e Alertas
pub