Política Catarina Martins: Insolvências como a da antiga Triumph não podem acontecer em Portugal

Catarina Martins: Insolvências como a da antiga Triumph não podem acontecer em Portugal

A coordenadora do BE, Catarina Martins, defendeu hoje que insolvências como a da fábrica da antiga Triumph não podem acontecer em Portugal, pedindo ao Governo capacidade interventiva para encontrar investimento e meios para a fábrica continuar a laborar.
Catarina Martins: Insolvências como a da antiga Triumph não podem acontecer em Portugal
Lusa
Lusa 16 de janeiro de 2018 às 14:18

Catarina Martins esteve hoje, ao final da manhã, com as trabalhadoras da fábrica da antiga Triumph, em Loures, que estão em vigília à porta da empresa desde o dia 5 de Janeiro, depois de terem tomado conhecimento de que a administração tinha iniciado um processo de insolvência.

 

"Este tipo de insolvências não pode acontecer em Portugal. Temos vezes demais anúncios tonitruantes de investimentos, muitas vezes até acompanhados depois de apoios públicos e que se redundam em zero", criticou Catarina Martins, questionando as regras das insolvências "que acabam por premiar sempre quem faz o pior".

 

A líder do BE defendeu uma "capacidade interventiva de encontrar o investimento e os meios para a fábrica continuar".

 

"O ministro da Economia, que aqui esteve há um ano para anunciar um investimento, tem com certeza de encontrar o tempo e os meios para que o ministério possa discutir com estas trabalhadoras e encontrarem formas de se continuar a laborar. Não podemos nunca desistir da capacidade produtiva do nosso país", sustentou.

 

A primeira opção, para Catarina Martins, "deve ser fazer tudo para se garantir que a fábrica continua a laborar", protegendo sempre os direitos das trabalhadoras.

 

É preciso, na opinião da coordenadora do BE, "uma política de investimento para manter a capacidade produtiva do país".

 

"Nós estamos a desperdiçar trabalho extraordinário destas mulheres, estamos a trair a sua vida de entrega a esta fábrica e estamos a criar um problema social de quase 500 pessoas que vão para o desemprego", criticou.

 

Precisamente hoje de manhã, em audição parlamentar, o ministro da Economia disse esperar que se encontre uma "solução" para a Têxtil Gramax, admitindo a existência de interessados na fábrica, mas caso não seja possível "que pelo menos se acautele os direitos dos trabalhadores".

 

Manuel Caldeira Cabral falava na comissão parlamentar de Economia, Inovação e Obras Públicas, depois de questionado pelos deputados do Bloco de Esquerda (BE) e do PCP sobre a situação dos trabalhadores da fábrica da antiga Triumph em Loures.

 

"Temos investidores interessados" na unidade de Sacavém (Loures), mas é preciso saber em quê, disse o ministro da Economia.

 

Há quase um ano, em 4 de Janeiro de 2017, Manuel Caldeira Cabral congratulou-se então com o facto da antiga fábrica de roupa interior da Triumph continuar a laborar em Portugal e manter os cerca de 500 postos de trabalho, durante uma visita à fábrica na qual foi informado pela actual administração da TGI do plano de negócios, que previa a "diversificação do portefólio de produção" assim como a "expansão a novos mercados de exportação".

 




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Anónimo 07.02.2018

Esse governo geringonco odeia patroes; declarou guerra aos privados , ai` a tem ! daqui a pouco passam todos a funcionarios publicos.

Anónimo 22.01.2018

Tanta demagogia que esta senhora tem. Porque não pega ela na como gerente e vai vender os produtos no exterior. Já que para ela é assim tão fácil.!!

Anónimo 16.01.2018

Os empregados com os seus créditos deviam auto-gerirem , aproveitarem o seu
saber, e organísmos experientes como ICEP e outros. Senão acaba degradada, monte de lixo
e mal-parado sem fim .

Anónimo 16.01.2018

O que não devia existir era uma demagoga oportunista como esta Catarina!

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