Função Pública Catarina Martins: integrar precários no Estado será a "luta do próximo ano"

Catarina Martins: integrar precários no Estado será a "luta do próximo ano"

A coordenadora do Bloco de Esquerda Catarina Martins apontou hoje a integração dos trabalhadores precários do Estado como a "luta do próximo ano", advertindo que rejeitará critérios que excluam profissionais e sectores que também merecem o vínculo.
Catarina Martins: integrar precários no Estado será a "luta do próximo ano"
Miguel Baltazar
Lusa 10 de Dezembro de 2016 às 19:30

"Nada está garantido até termos terminado. Esta vai ser seguramente a luta do próximo ano", afirmou Catarina Martins, intervindo numa sessão pública em Lisboa que visou dar voz a trabalhadores precários que prestam serviço para entidades do Estado.


A coordenadora bloquista disse que o "acordo de princípio" obtido no âmbito do Orçamento do Estado para 2017 com vista à integração dos precários "é muito pouco" e frisou que o BE irá estar atento não só ao resultado do levantamento que o Governo se comprometeu a fazer mas também às regras e critérios da integração.


"Precisamos que esse acordo passe à prática e já vimos como as próprias regras que o Governo quer aplicar são regras que deixam as pessoas e setores de fora", afirmou a deputada, exigindo um "debate claro das regras para perceber se tem sentido efetivo" ou se "é só um número para dizer que se faz".


Para o BE "reconstituir relações laborais próprias da democracia é prioritário" numa altura em que o país já é "um autêntico offshore laboral" e a administração pública "dá o pior dos exemplos" ao recorrer à precariedade para suprir necessidades permanentes.


A deputada considerou que o recurso à precarização das relações de trabalho nos últimos anos teve como objetivo reduzir salários e retirar direitos sem qualquer efeito positivo na diminuição do emprego ou no aumento da competitividade.


"O emprego só aumentou agora ligeiramente e só depois de se repor os feriados e de aumentar o salário mínimo nacional", frisou.


Na sessão, que decorreu no auditório da União de Associações do Comércio e Serviços, Lisboa, intervieram vários profissionais, entre os quais uma "assistente operacional" no centro hospitalar do Oeste, que alertou para a diferença entre os "da casa" e os "da empresa" [de trabalho temporário].


"Quando entramos para trabalhar no hospital tínhamos contrato de 35 horas. Quando saiu a lei da `troika´ obrigaram toda a gente a fazer 40 horas. Agora, os da administração pública já fazem 35 horas e nós continuamos a fazer 40. Porque dizem que assinámos", lamentou a empregada contratada.


Entre as diferenças, apontou, os trabalhadores contratados "só podem escolher seis dias" de férias, já que a prioridade de escolha dos dias de férias é dada aos "da casa".

 

 




A sua opinião14
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
mais votado matita42 Há 6 dias

Se em vez de integrar os precários e os que produzem pagarem fosse como reduzir a elevada dívida até era capaz de apoiar. Mas deste tipo de partidos só se pode esperar mais pobreza e engano para os mais necessitados tambem.

comentários mais recentes
pertinaz Há 4 dias

TRAMBIQUEIRA IGNORANTE

rcd Há 4 dias

Luta, diz este COIRAO!!! basta so pedir ao poucochinho......

Anónimo Há 5 dias

Pelos vistos o PS vai fazer-lhe a vontade mandando embora da FP as pessoas mais velhas.Segundo o dinossauro de Coimbra, o pessoal da Fp está velho sendo necessário renová-lo.Pelos vistos as pessoas mais velhas são um incómodo para este governo e seus boys.

Observador Há 5 dias

Qual será a próxima ideia desta autoritária que berra nos 4 cantos? Aumentar o IUC? IRS? Que volte para a escola e aprenda a fazer contas pois nem sequer tem inteligência de merceeiro. Ou a menina não sabe que este país é o quinto mais endividado do Mundo?

ver mais comentários
pub
pub
pub
pub