Política Catarina Martins: Presidência do Eurogrupo não devia ser objectivo para Portugal

Catarina Martins: Presidência do Eurogrupo não devia ser objectivo para Portugal

A coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, defendeu esta quinta-feira que a presidência do Eurogrupo não devia ser um objectivo para Portugal, já que é "ingénuo" pensar numa mudança de orientação da instituição.
A carregar o vídeo ...
Lusa 01 de junho de 2017 às 12:00
"O Eurogrupo é uma instituição que não faz bem nenhum a nenhum país e a uma Europa que queira funcionar", advogou a líder bloquista, em entrevista esta manhã à Antena 1.

Catarina Martins foi questionada sobre uma eventual liderança do actual ministro das Finanças de Portugal, Mário Centeno, da cúpula de governantes das Finanças da moeda única, e assinalou que tal matéria é algo em que o BE não centra as suas preocupações.

De todo o modo, vincou, a presidência do Eurogrupo "não devia ser para o país um objectivo", porque "nenhuma pessoa sozinha mudará" a "relação de forças" do Eurogrupo, e pensar o contrário seria "no mínimo ingénuo".

Na entrevista à rádio pública, a coordenadora bloquista reiterou a necessidade de o próximo Orçamento do Estado (OE) incorporar mudanças nos escalões de IRS.

O Bloco defende "mais escalões de IRS concentrados nos escalões de baixo, onde está a generalidade das famílias portuguesas e a generalidade dos contribuintes".

"Se conseguirmos fazer isso em dois anos poderemos ter maior progressividade fiscal. A outra hipótese é fazer um esforço maior neste OE", considerou Catarina Martins.

No que refere à posição conjunta assinada com o PS para viabilizar o actual Executivo, e sobre o que falta fazer, a líder do BE destacou a necessidade de haver uma "promoção e defesa" dos serviços públicos, nomeadamente na Saúde e Educação.

A sua opinião4
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
mais votado Anónimo Há 3 semanas

Muitos estrangeiros não estão a par daquilo que o PS, o BE e o PCP são capazes. Não têm noção do esterco que lhes inunda o pensamento económico. Julgam que a esquerda portuguesa é como a maior parte da esquerda do Norte da Europa ou da América com possibilidade de ter representação nos respectivos governos. A esquerda mainstream de lá, do Norte da Europa ou da América, é um PSD de cá. Por vezes até uma AD ou PAF. É orientada para o mercado, o investimento e as empresas, sem contudo esquecer a necessidade de ter um Estado de Bem-Estar Social funcional, justo e sustentável. A S&P e a Moody's fazem análises mais profundas e fundamentadas. Não se deixam iludir tão facilmente pelos especuladores que querem obter mais-valias sobre a dívida pública portuguesa que compraram e valorizará tanto mais quanto maior for a extraordinária propaganda fantasiosa promovida por Centeno e Costa que pressiona os juros para baixo valorizando os títulos da dívida portuguesa sem fundamentos sólidos para tal.

comentários mais recentes
Anónimo Há 3 semanas

As esquerdas sindicais que vêem no factor trabalho um fim em si mesmo e no sindicato o clube que fanaticamente apoiam quais tiffosi inebriados pelo keynesianismo desmiolado e o marxismo anti-capital, como se houvesse alguma distinção entre os factores produtivos a não ser aquela que advém do valor que a sua combinação consegue gerar com base na mais economicamente racional alocação dos mesmos, têm que perceber que a crise económico-social de equidade e sustentabilidade que se vive é acima de tudo culpa sua porque é com base nas profundas distorções de mercado que fomentam que outras distorções de mercado obtêm as condições para surgir e proliferar.

Anónimo Há 3 semanas

Então mas vamos despedir as pessoas assim sem mais nem menos mesmo que elas já não tenham desde há muito qualquer tarefa justificável a cumprir na organização que as emprega e tem remunerado? Claro que não. Aumentem-se as comissões, as contribuições e os impostos às "não pessoas" que são os clientes ou utentes da organização e os contribuintes. O nível de vida das pessoas tem que ser salvo e mantido em elevado patamar custe lá o que custar. Haja humanidade. Tenham as pessoas em consideração. As não pessoas que paguem e não bufem.

Jaques Há 3 semanas

Os portugueses devem querer sempre mais em Liberdade Igualdade e Fraternidade..

Anónimo Há 3 semanas

Muitos estrangeiros não estão a par daquilo que o PS, o BE e o PCP são capazes. Não têm noção do esterco que lhes inunda o pensamento económico. Julgam que a esquerda portuguesa é como a maior parte da esquerda do Norte da Europa ou da América com possibilidade de ter representação nos respectivos governos. A esquerda mainstream de lá, do Norte da Europa ou da América, é um PSD de cá. Por vezes até uma AD ou PAF. É orientada para o mercado, o investimento e as empresas, sem contudo esquecer a necessidade de ter um Estado de Bem-Estar Social funcional, justo e sustentável. A S&P e a Moody's fazem análises mais profundas e fundamentadas. Não se deixam iludir tão facilmente pelos especuladores que querem obter mais-valias sobre a dívida pública portuguesa que compraram e valorizará tanto mais quanto maior for a extraordinária propaganda fantasiosa promovida por Centeno e Costa que pressiona os juros para baixo valorizando os títulos da dívida portuguesa sem fundamentos sólidos para tal.

pub
pub
pub
pub