Finanças Públicas Catarina Martins: "Não temos uma maioria política para reestruturar a dívida"

Catarina Martins: "Não temos uma maioria política para reestruturar a dívida"

Em entrevista ao Negócios, Catarina Martins, coordenadora do Bloco de Esquerda, fala do Orçamento, dizendo que “faz uma brutal consolidação orçamental”. Mas admite que tem o benefício de mostrar que “não é necessário cortar nos rendimentos” para consolidar. No entanto, acrescenta que é preciso ir mais longe, através da reestruturação da dívida.
Negócios 21 de Outubro de 2016 às 18:30



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mais votado GabrielOrfaoGoncalves Há 2 semanas

E não há um jornalista com a coragem de lhe perguntar: "O que é CONCRETAMENTE reestruturar a dívida"? CONCRETAMENTE! É não pagar? É obrigar os outros a concordarem com o perdão de dívida que lhes pedimos? Perguntem a esta senhora o que é isso, e como se faz, por favor!

comentários mais recentes
Anónimo Há 2 semanas

Cara Catarina:
Não temos uma maioria política para reestruturar a dívida, mas temos todas as condições políticas para o governo a fazer reformas estruturais que, simultaneamente, conduzam a uma diminuição de custos, a um aumento da produtividade (que gera riqueza permitindo libertar recuroso para amortizar a dívida) e, simultaneamente, permitam melhorar a qualidade dos serviços prestados ao cidadão e a sua qualidade de vida.
Quanto à questão da dívida há 3 soluções:
A da austeridade, cuja dolorosa experiência dos últimos anos e as opiniões expressas por gente que percebe de economia (Stiglitz, Krugman, etc.) provaram ser uma não solução;
A da reestruturação da dívida, que mais não é do que empurrar o problema com a barriga, para a frente, a dívida, mais cedo ou mais tarde terá quer ser paga, e, como tal, o país terá que gerar riqueza que o permita fazer;
Ou a das reformas estruturais, que o seu partido pode, e deve, "forçar", que permitindo reduzir custos e aumentar a produtividade, criarão condições para libertar recursos que permitam, para além pagamento da dívida (com juros incluídos) criar condições para evitar déficits futuros.
A título de exemplo, por que tem de haver ação social, reativa e de muito má qualidade, em vários ministérios e, ainda, nas autarquias, gerando custos te funcionamento e eventuais apoios duplicados, uma vez que não havendo cruzamento de informação, ninguém sabe quem anda a fazer o quê. Porque não se concentra toda a AS num único organismo, de coordenação nacional e atuação descentralizada, ao nível dos municípios ou das associações de municípios, e se cria, à semelhança do médico de família, a figura do gestor de família que permitiria uma AS proativida/preventiva, (a doença que é detetada, tratada antes de se tornar crónica, com os ganhos de saúde e de produtividade, daí resultantes, a criança que tendo necessidade de acompanhamento e/ou de educação especial, que seria, atempadamente, encaminhada, o potencial delinquente, que antes de entrar por esse caminho, que inclui a droga, seria acompanhado, evitando um agravamento dos custos de segurança, o doente que teria condições para comprar toda a medicação prescrita pelo médico, em vez de ir à farmácia e comprar alguma, as necessidades de alimentação e vestuário que seriam detetadas a tempo, antes que se transformem em semabrigo, que depois dão muito jeito para as ações, (promovidas pela câmaras (a do Porto incluída) e as misericórdias) de caridadezinha mas que continuam a dar mau aspeto às cidades e, até de alguma insegurança, num país que, cada vez mais, vive do turismo; as habitações que, com pequenas intervenções de entidades camarárias ou outras, poderiam oferecer boas condições, os velhos que deixariam de morrer à fome e ao abandono, só se sabendo, que tal aconteceu, quando o cheiro o denuncia. etc. etc.

Jose Mata Augusto Há 2 semanas

esbanjam o dinheiro todo,agora impostos para cima,é isso que se chama governar

Manuel G. Marques Há 2 semanas

E nem Dinheiro.....

Vasco Mouta Há 2 semanas

Nao tens ...? Entao que se chama à gerigonça ó paspalha?

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