Cavaco diz que as reformas dele "não chegarão para pagar despesas"
20 Janeiro 2012, 15:49 por Jornal de Negócios Online | negocios@negocios.pt
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Em resposta a uma pergunta de um jornalista, Cavaco Silva disse hoje que os 1.300 euros que vai receber por mês da Caixa Geral de Aposentações, para onde descontou durante quase 40 anos, e do fundo de pensões do Banco de Portugal para onde descontou durante quase 30 anos, "quase de certeza que não vão dar para pagar" as suas despesas.
Em declarações ao jornalistas no final da primeira etapa da visita de dois dias que está a fazer ao Porto, Santo Tirso, Famalicão e Guimarães, o Presidente da República foi confrontado com algumas perguntas dos jornalistas.

Entre elas, a mais embaraçosa foi sobre o facto do chefe de Estado receber subsídio de férias e de Natal, como reformado do Banco de Portugal, de acordo com o "Público".

Confrontado com a pergunta, o Presidente da República hesitou e por fim respondeu que os 1.300 euros que irá receber por mês da Caixa Geral de Aposentações, para onde descontou durante quase 40 anos, e do fundo de pensões do Banco de Portugal para onde descontou durante quase 30 anos, "quase de certeza que não vão dar" para pagar as suas despesas.

"Neste momento já sei quanto é que irei receber da Caixa Geral de Aposentações, descontei quase 40 anos uma parte do meu salários para a CGA como professor universitário e também descontei durante alguns anos como investigador da Fundação Calouste Gulbenkian e devo receber 1.300 por mês, não sei se ouviu bem 1.300 euros por mês”, disse Cavaco.

"Tudo somado o que irei receber do fundo de pensões do Banco de Portugal e da Caixa Geral de Aposentações quase de certeza que não dá para pagar as minhas despesas", acrescentou.
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