Cavaco: Empresas portuguesas não conseguirão afirmar-se no exterior à custa de salários baixos
27 Abril 2012, 19:55 por Lusa
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O Presidente da República Cavaco Silva disse hoje, em Águeda, que as empresas portuguesas não conseguirão afirmar-se nos mercados internacionais à custa de salários baixos.
"Que ninguém pense que as empresas portuguesas conseguirão afirmar, de forma sustentada, a sua competitividade no mercado internacional à custa de salários baixos. Existem sempre outros países que terão salários mais baixos do que Portugal", disse o Presidente da República.

"Por isso, teremos de fazer um esforço acrescido na competitividade, na inovação, nos produtos novos, nos produtos diferentes, aproveitando também o que é diferente de todos os outros países, tal como cada concelho tem que aproveitar aquilo que é diferente dos outros concelhos", defendeu.

Discursando numa sessão solene no município de Águeda, onde conheceu várias medidas de modernização administrativa em curso nos serviços camarários, Cavaco Silva falou da importância da imagem do país nos mercados internacionais, criticando "agentes políticos e analistas" que, enfatizou, "não sabem da importância da imagem de um país" no exterior "e da percepção que os estrangeiros têm de Portugal para o nosso sucesso", disse.

Deu o exemplo de um empresário de calçado "de qualidade" que só conseguia vender mais caro a clientes externos desde que removesse a identificação 'feito em Portugal'.

"O mesmo poderia dizer dos vinhos, por exemplo, vinhos portugueses, da melhor qualidade, que são vendidos a preços mais baixos por causa da imagem do país", frisou Cavaco Silva.

"E é por isso que tenho vindo a empenhar-me fortemente e tenho várias iniciativas nesse sentido para mobilizar o mais possível os cidadãos que têm contactos com agentes do exterior para que nos ajudem a melhorar a imagem do país, para que os estrangeiros conheçam melhor as potencialidades de Portugal.

No seu discurso na sessão solene no 25 de Abril, o Presidente da República exortou "todos os portugueses" a corrigir a falta de informação e a desinformação que diz existir no estrangeiro sobre Portugal, sublinhando que isso contribuirá para o crescimento da economia e a criação de emprego.

"Todos os portugueses e não apenas os agentes políticos têm o dever de mostrar ao mundo o valor do seu país. Neste 25 de Abril, a minha intervenção tem um objectivo preciso e uma razão prática: exortar os nossos concidadãos a corrigir a falta de informação ou até a desinformação que subsiste no estrangeiro sobre o país que somos", apelou o chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva.

Se essa tarefa for feita com sucesso, sublinhou, estar-se-á a contribuir para melhorar as condições da economia e da criação de emprego.

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