Segurança Social CDS abstém-se na apreciação parlamentar da TSU

CDS abstém-se na apreciação parlamentar da TSU

A decisão foi dada a conhecer esta manhã por Assunção Cristas. O objectivo, diz o CDS, não é estar ao lado do Governo mas "proteger" a concertação social.
CDS abstém-se na apreciação parlamentar da TSU
Miguel Baltazar
Paulo Zacarias Gomes 18 de janeiro de 2017 às 11:02
O CDS vai abster-se na apreciação parlamentar do diploma que baixa a TSU para os patrões. A garantia foi dada esta quarta-feira, 18 de Janeiro, pela líder centrista, Assunção Cristas, em declarações à SIC Notícias.

"Quer dizer que nos vamos abster," afirmou, quando questionada sobre declarações ontem do secretário-geral da UGT, Carlos Silva, que à saída da reunião com Cristas afirmou que a líder do CDS lhe tinha transmitido que não poria em causa o acordo de concertação social onde o aumento do salário mínimo ficou condicionado à baixa da taxa social única.

"Não estamos do lado do Governo mas entendemos que faz sentido proteger aquilo que é o acordo de concertação social independentemente de sabermos se ele poderia ter sido melhor. Não é isso que está em causa," afirmou.

"Não faz sentido não poder ajudar a que esse acordo venha a ser cumprido," disse, reconhecendo que "não está nas mãos do CDS permitir" que passe no Parlamento.

Assunção Cristas reforçou ainda que o partido vai apresentar propostas no Parlamento que "permitam reequilibrar aquilo que ficou falhado no acordo".

O Governo chegou a acordo na concertação social, com patrões e UGT, para aumentar o salário mínimo este ano de 530 para 557 euros. Em troca, o Executivo comprometeu-se a baixar a TSU em 1,25 pontos percentuais para as empresas que pagam salário mínimo. 

O novo salário mínimo está em vigor desde 1 de Janeiro. Já o decreto-lei que concretiza a redução da TSU foi aprovado em Conselho de Ministros electrónico esta segunda-feira ao início da noite, tendo sido já promulgada esta terça-feira de manhã pelo Presidente da República e publicado à tarde em Diário da República.

Ontem, no debate quinzenal, o PCP anunciou o pedido de apreciação parlamentar para revogar a medida. O PSD anunciou na semana passada que votará ao lado dos parceiros do Governo - contra o decreto - pondo em causa o acordo de concertação social alcançado em Dezembro de 2016.

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mais votado Anónimo 18.01.2017

Alguns jornaleiros diziam que o PSD estava isolado. Mas, pelo que se vê, só o PS vai votar a favor. Quem é então que está isolado?

comentários mais recentes
Anónimo 18.01.2017

A Cristas pôs-se em bicos de pés, ontem no parlamento, cheia de palavreado quase ofensivo, pois até chamou mentiroso ao Costa...e agora abstem-se ! Ora, ora, mais valia ter ficado calada !

Anónimo 18.01.2017

Claro ! A rapidez do Marcelo na promulgação deve -se ao facto de gostar de bajular a esquerda ! E ao ódio que tem ao Passos ! Nem uma coisa nem outra são próprias dum presidente da republica ! O "tal"dos afectos...

Anónimo 18.01.2017

É falso dizer que o psd está isolado por votar contra esta descida da TSU ( àparte pc/be) . O próprio Correia de Campos , do PS e ex - ministro socialista tb afirmou ser um erro ! Ele e muitos outros... Porque é que é este escarcéu todo ? O Marcelo apressou-se logo a aprovar pq detesta o Passos !

Farto de políticos 18.01.2017

Tanta coisa e agora abster! Este partido irrevogável! Julgava que iriam defender haver um cartão para dar aos patrões, abastecer os "carros de empresa" que deduzimos na empresa e levamos nas férias.

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