Banca & Finanças CDS contra criação de "órgãos em cima de órgãos" na supervisão bancária

CDS contra criação de "órgãos em cima de órgãos" na supervisão bancária

"Estarmos a criar órgãos em cima de órgãos vai tornar a supervisão mais frágil", considera a deputada centrista Cecília Meireles em relação à proposta do grupo de trabalho do Governo para a reforma da supervisão.
CDS contra criação de "órgãos em cima de órgãos" na supervisão bancária
Miguel Baltazar
Diogo Cavaleiro 19 de setembro de 2017 às 17:00

À partida, o CDS está contra a constituição de novos órgãos na supervisão bancária, como propõe o grupo de trabalho promovido pelo Governo para a reforma. "Não me parece que criar o supervisor dos supervisores seja a solução", ressalvou Cecília Meireles.

 

No debate parlamentar desta terça-feira, 19 de Setembro, onde estiveram em discussão as seis propostas legislativas do PSD sobre a reforma da supervisão, a deputada centrista mostrou-se contra a criação do Conselho de Supervisão e Estabilidade Financeira, que o grupo de trabalho do Executivo quer que seja o supervisor dos supervisores.

Cecília Meireles disse que, partindo do princípio de que resolver o problema de um supervisor é criar um supervisor do supervisor, daqui a uns anos está-se a criar "outro supervisor do supervisor dos supervisores".

 

"Estarmos a criar órgãos em cima de órgãos vai tornar a supervisão mais frágil", concluiu a deputada do CDS, acrescentando que teme o "reforço da governamentalização em certas áreas" do sistema.

 

Na sua intervenção, Cecília Meireles defendeu que não se pode reduzir a discussão na supervisão à arquitectura dos órgãos.

 

Apesar disso, ao Negócios, a deputada centrista defendeu a nomeação do governador do Banco de Portugal pelo Presidente da República, como consta do relatório do grupo de trabalho. 




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comentários mais recentes
Despesa para o povo, tacho para incomprtentes 19.09.2017

De facto é um absurdo e só demonstra a incompetência de alguns organismos. Querem criar cada vez mais estado e com isso mais despesa e menos responsabilidade como tem acontecido nos recentes casos que nunca há culpados por as responsabilidades irem de organismo em organismo até ao esquecimento.

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