Política CDS-PP defende que a Caixa "tem de fazer o que os outros bancos não fazem"

CDS-PP defende que a Caixa "tem de fazer o que os outros bancos não fazem"

A líder do CDS-PP, Assunção Cristas, defendeu hoje que os critérios para a reestruturação da Caixa Geral de Depósitos (CGD) "não podem ser iguais ao da banca privada", sublinhando que o partido defende uma CGD 100% pública.
CDS-PP defende que a Caixa "tem de fazer o que os outros bancos não fazem"
Isabel Santiago Henriques
Negócios 20 de março de 2017 às 13:57

"O CDS aguarda as explicações por parte do Governo. Como é sabido está prevista uma ida do senhor ministro Mário Centeno ao parlamento. Do nosso lado ficámos perplexos quando ouvimos que os critérios têm de ser exactamente iguais ao da banca privada. Se é assim porque é que defendemos uma Caixa Geral de Depósitos Pública?", questionou a líder centrista.

 

Assunção Cristas, que falava ao início desta tarde aos jornalistas, à margem de uma visita aos Mouchões do Tejo, em Vila Franca de Xira, acerca do processo de reestruturação da CGD, que implica o encerramento de balcões e a redução do número de trabalhadores.

 

Há duas semanas, a CGD apresentou prejuízos históricos de 1.859 milhões de euros, mais de dez vezes que os resultados negativos de 171 milhões de euros de 2015, justificados pela constituição de novas imparidades (perdas potenciais, sobretudo para crédito).

 

Na ocasião, o presidente executivo da CGD, Paulo Macedo, referiu que o plano de reestruturação e reorganização prevê a redução de mais de 2.200 trabalhadores até 2020 e o fecho de quase 200 agências.

 

Paulo Macedo ressalvou que o banco não conseguirá regressar aos lucros se mantiver a actividade sem alterações e que não pode manter presença em todas localidades em que outros bancos não vêem viabilidade económica.

 

Instada a comentar as considerações de Paulo Macedo, Assunção Cristas insistiu na ideia de que "a CGD tem obrigação de fazer diferente dos outros bancos".

 

"Para mim é claro que se há um banco 100 % público é para poder fazer diferente do que outros bancos fazem. Se for para fazer exactamente igual, nomeadamente a presença em território português então não faria sentido estar a defender a caixa 100% pública", argumentou, acrescentando que espera que o ministro Mário Centeno possa esclarecer no parlamento "todos critérios subjacentes a este processo".

 

"Isto tem de ser visto com atenção. É preciso olhar para os critérios porque cada caso é um caso. Nós certamente queremos ouvir todas as explicações no parlamento e estaremos muito atentos a esta matéria", sublinhou.




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comentários mais recentes
Anónimo 20.03.2017

O "problema" chama-se supervisão Europeia e Autoridade de Concorrência Europeia! Se é para fazer o que os outros Bancos não fazem (e percebo a teoria politica) então não se admirem dos prejuízos....depois gostava de saber como justificam os futuros aumentos de capital!

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