Orçamento do Estado CDS-PP diz que défice controlado "é certamente positivo" mas não com cortes cegos

CDS-PP diz que défice controlado "é certamente positivo" mas não com cortes cegos

A líder do CDS-PP afirmou esta quinta-feira que ter o défice controlado é "certamente é positivo", mas que o "método de cortes cegos" e um Orçamento "assente em cativações" não são a melhor forma de conseguir "atingir resultados".
CDS-PP diz que défice controlado "é certamente positivo" mas não com cortes cegos
Lusa 09 de novembro de 2017 às 21:48

Em Braga, para um jantar-debate no âmbito das jornadas do Grupo Parlamentar do Partido Popular Europeu, que contou também com a presença do presidente do PSD, Passos Coelho, Assunção Cristas acusou ainda o primeiro-ministro António Costa de passar parte do ano a "dizer que vai fazer uma coisa" e a outra parte a "tentar esconder" o que fez.

 

"Défice controlado certamente é positivo, a forma como lá se chega é que não é igual para todos e certamente um método de cortes cegos não é o método melhor, a nosso ver, para atingir resultados", respondeu Assunção Cristas quando confrontada com as previsões de Bruxelas para défice português.

 

Nas previsões económicas de outono divulgadas hoje, a Comissão Europeia melhorou as projecções do défice de Portugal para 1,4% em 2017, mas avisou que redução é "sobretudo cíclica" e também melhorou as previsões de crescimento da economia portuguesa, para os 2,6% em 2017 e para os 2,1% em 2018, continuando a antecipar "algum abrandamento" do ritmo económico e alinhando-se com as projecções do Governo.

 

Sobre os números apontados por Bruxelas, Assunção Cristas afirmou que são possíveis de atingir "com um esforço muito grande feito por todos os portugueses" e lembrou que tem "dito muitas vezes que não é com Orçamentos de Estado assentes em cativações, com falta de transparência na execução da despesa pública" que se atinge aquelas metas.

 

A líder do CDS-PP aproveitou para deixar críticas a António Costa, que, segundo Cristas, "gosta de dizer que não tem orçamentos rectificativos", mas "tem execuções rectificativas".

 

"Passa uma parte do ano a dizer que vai fazer uma coisa e a outra parte a tentar esconder o que não conseguiu fazer em muitos domínios e vários estão à vista, nomeadamente na área da Saúde", acusou. 




A sua opinião1
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
General Ciresp Há 1 semana

Mais ou menos assim:orcamento humilhante dum governo CLANDESTINO.o camelo do selfie opta por fazer-se de CEGONHA.Os portugueses privados que aguentem.