Política CDS: Este é um Orçamento de "recomposição" com mexida nos impostos indirectos

CDS: Este é um Orçamento de "recomposição" com mexida nos impostos indirectos

Mário Centeno admitiu em encontros com o CDS, antes de apresentar no Parlamento o Orçamento do Estado, que haverá mexidas nos impostos indirectos. Centristas defendem que a austeridade não acabou.
CDS: Este é um Orçamento de "recomposição" com mexida nos impostos indirectos
Miguel Baltazar/Negócios
Diogo Cavaleiro 12 de Outubro de 2016 às 13:53

Vem aí um Orçamento do Estado em que a palavra "recomposição" é central. Haverá uma "recomposição" dos impostos indirectos". E haverá uma "recomposição" do cenário macroeconómico. Este foi o resumo feito por Nuno Magalhães depois do encontro da delegação do CDS com o Governo nas reuniões de apresentação das linhas gerais do documento que determinará as contas públicas no próximo ano.

 

"Haverá um aumento de impostos, nomeadamente indirectos. O ministro chamou de recomposição", disse o líder parlamentar centrista aos jornalistas, em declarações transmitidas pela SIC Notícias, após a reunião que teve com Mário Centeno, ministro das Finanças, e com Pedro Nuno Santos, secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares.

 

Segundo Nuno Magalhães, haverá a "recomposição" mas não se sabe em quê. "Ficámos sem resposta", criticou. "Penso que não haverá apenas [imposto] sobre as bebidas", adiantou ainda o deputado.

 

"Somos muito críticos, desde logo porque [há] instabilidade quer da carga fiscal sobre os particulares quer sobre as empresas", continuou Nuno Magalhães, acrescentando que é um facto que prejudica "a captação de investimento" que é, na sua óptica, um motor "essencial" para a economia do país.

 

O Orçamento do Estado "não dá confiança ao investimento" e, segundo o CDS, incluirá uma nova revisão do cenário macroeconómico. "Perguntámos se haveria uma revisão do crescimento, das exportações, do défice. A resposta que nos foi dada foi vaga. [Foi dito que houve] circunstâncias supervenientes que permitiram a recomposição dos números". O ministro não quis adiantar quais.

 
"Palavra dada não está a ser honrada"

O documento que rege as contas públicas será entregue na Assembleia da República na sexta-feira, 14 de Outubro. Aí, o Executivo prevê um crescimento de 1,5% do produto interno bruto (PIB), ligeiramente acima da estimativa de 1,2% deste ano. Já a taxa de desemprego deverá descer de 11,2% para 10,4%

"Somos particularmente críticos deste Orçamento", condenou Nuno Magalhães, que adiantou ainda aos jornalistas que "não haverá devolução [da sobretaxa sobre o IRS] como foi prometida pelos partidos". Continua a dúvida se, como foi prometido, a sobretaxa acabará no início de 2017 ou se haverá uma eliminação gradual. 

"A palavra dada não está a ser honrada. Parece-nos que ainda é um orçamento de austeridade e um mau orçamento para os portugueses", frisou. 

 

Dos encontros que estão a decorrer entre partidos e Governo, que quer fechar o diploma esta quinta-feira, o PAN, Pessoas Animais e Natureza, já veio pedir uma meta para a substituição de carros por combustíveis fósseis por automóveis eléctricos. Os Verdes (PEV) pretendem incentivos fiscais para quem usa transportes públicos.




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mais votado Anónimo Há 4 semanas


O VERDADEIRO CRIME ORGANIZADO


ARMÉNIO CARLOS ROUBA OS TRABALHADORES DO PRIVADO

Vitória para uns, significa derrota para os outros.

As vitórias de Arménio Carlos traduzem-se sempre em mais privilégios para a FP e ...

mais impostos sobre os restantes trabalhadores, para sustentar esses privilégios.

comentários mais recentes
Anónimo Há 4 semanas



Comemorações Oficiais

FP . CGA – 40 ANOS A ROUBAR OS TRABALHADORES E PENSIONISTAS DO PRIVADO


AS PENSÕES DOURADAS DA CGA

As reformas mais antigas são as mais elevadas porque tiveram fórmulas mais favoráveis.
São também aquelas em que as pessoas se reformaram/aposentaram com menos idade.
Por isso devem ter os maiores cortes.

Ex: Muitas pessoas reformaram-se/aposentaram-se com 36 anos de descontos e 54 de idade.
Ou seja, muitas dessas pessoas vão estar mais anos a receber a pensão, do que os anos que trabalharam e descontaram.
Basta que vivam até depois dos 90 anos, o que se verifica com cada vez mais pessoas.

Pergunta: Estas pessoas fizeram descontos suficientes para terem a pensão que recebem?

Resposta: Não, nem para metade.


Hugo Há 4 semanas

Claro que não acabou, nem pode acabar. A diferença é que para manter o défice, em vez de cortarem nos que ganham 400 euros, vão tentar buscar nos que ganham 4000. O CDS é um partido que defende os ricos. Porque diz então que se preocupa com os pobres? Mete nojo.

Anónimo Há 4 semanas


O VERDADEIRO CRIME ORGANIZADO


ARMÉNIO CARLOS ROUBA OS TRABALHADORES DO PRIVADO

Vitória para uns, significa derrota para os outros.

As vitórias de Arménio Carlos traduzem-se sempre em mais privilégios para a FP e ...

mais impostos sobre os restantes trabalhadores, para sustentar esses privilégios.

Anónimo Há 4 semanas


OS CÃES RAIVOSOS DA FP

Os cães raivosos da FP abocanharam tudo e mais alguma coisa nos últimos 40 anos.

Sempre à custa dos trabalhadores do privado, que sustentam a FP e seus pensionistas a pão de ló.

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