União Europeia CDU de Merkel "rouba" estado mais populoso ao SPD

CDU de Merkel "rouba" estado mais populoso ao SPD

A Bloomberg fala em "derrota humilhante" e o Die Welt estima que possa ser o pior resultado para o SPD em 70 anos. Vencer num estado onde vive um quinto da população alemã dá gás à chanceler para poder conquistar um quarto mandato em Setembro.
CDU de Merkel "rouba" estado mais populoso ao SPD
Reuters
Paulo Zacarias Gomes 14 de maio de 2017 às 18:13

O partido alemão dos democratas-cristãos (CDU), da chanceler Angela Merkel, deverá vencer este domingo as eleições para o Estado da Renânia do Norte-Vestfália, destronando assim os sociais-democratas do SDP, que têm governado a região na maioria dos anos que se seguiram à II Guerra Mundial.


As projecções apontam para que a CDU obtenha 34,5% dos votos, contra os 30,5% do SPD (que governa o Estado em aliança com os Verdes, agora com 6% dos votos), numa eleição que era vista como balão de ensaio para as eleições gerais de Setembro em que Angela Merkel enfrenta o anterior presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz.


Os números divulgados pelas cadeias de televisão ARD e ZDF sugerem uma transferência de cerca de 8,6 pontos percentuais de votos entre o SPD e a CDU. A Bloomberg fala de "derrota humilhante" e o jornal alemão Die Welt refere que pode ser o pior resultado para o SPD de 1947, dando gás a Merkel para poder vir a desempenhar um quarto mandato à frente dos destinos da Alemanha.


A previsível vitória num estado onde reside um quinto da população alemã chega um dia antes do primeiro encontro de Merkel com o presidente francês Emmanuel Macron, que este domingo tomou posse como chefe de Estado em Paris.

As promessas de mais segurança para os cidadãos - com reforço de verbas para as polícias, perante o aumento das incidências de crimes – e de mais investimento em educação parecem ter convencido os eleitores a votar na CDU.

Para Martin Schulz esta será a terceira derrota consecutiva em eleições estaduais (incluindo Saarland e Schleswig-Holstein) desde que chegou a candidato a chanceler, em Janeiro passado.




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