Economia Centenas de pessoas manifestam-se em Lisboa pela Grécia e contra Passos, Cavaco e Merkel

Centenas de pessoas manifestam-se em Lisboa pela Grécia e contra Passos, Cavaco e Merkel

Várias centenas de pessoas marcharam este domingo por Lisboa, em solidariedade com a Grécia, numa manifestação com palavras de ordem contra o Governo português, o Presidente da República e a chanceler alemã, e cachecóis iguais ao do ministro grego Varoufakis.
Centenas de pessoas manifestam-se em Lisboa pela Grécia e contra Passos, Cavaco e Merkel
Reuters
Lusa 15 de fevereiro de 2015 às 21:43

A manifestação convocada pelas redes sociais juntou mais de 500 pessoas, que partiram do Largo Camões, no Chiado, às 15:45, até ao Largo Jean Monnet, onde fica o edifício da Comissão Europeia em Lisboa.

 

Com várias tarjas, cartazes de apoio ao primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, e bandeiras do Bloco de Esquerda proclamando "Esperança contra a austeridade", os manifestantes caminharam durante cerca de uma hora ao ritmo de tambores, subindo a rua da Misericórdia e de São Pedro de Alcântara até ao bairro do Príncipe Real e depois descendo a rua do Salitre.

 

Na frente de um dos grupos da manifestação, a deputada bloquista Mariana Mortágua dava o mote, de megafone na mão, ensaiando palavras de ordem gritadas a plenos pulmões contra as recentes posições do executivo português e do Presidente da República, Cavaco Silva.

 

"Culpas os gregos, ó Cavaco, no BPN continua o buraco"; "Sim ao Varoufakis, não à Maria Luís"; "Merkel capataz, deixa a Grécia em paz", afirmava a deputada do BE, já rouca.

 

Durante a manifestação, havia também várias pessoas com cachecóis bege e com riscas pretas, vermelhas e brancas, iguais ao utilizado pelo ministro das Finanças grego no último Eurogrupo.

 

Cristina Paixão, uma das manifestantes com um destes cachecóis, disse à Lusa que fez questão de o levar para protestar contra "a propaganda política que tem sido feita contra o Varoufakis", que "é completamente absurda, ridícula e patética". "Não é um cachecol que torna um ministro das Finanças melhor ou pior ministro, perder tempo com esse tempo de 'fait divers' é perfeitamente ridículo", afirmou, já no Largo Jean Monnet.

 

A antiga presidente da secção portuguesa da Amnistia Internacional Maria Teresa Nogueira, também presente na iniciativa, criticou, em declarações à Lusa, o caminho seguido pela União Europeia e "a lógica de aprofundamento das desigualdades, a nível nacional e a nível europeu".

 

"Estou aqui a título pessoal. Temos de reagir, todos nós. Isto é o caminho para o abismo, o facto de os direitos mais fundamentais das pessoas serem postos de lado configura uma situação de conflito que explica as radicalizações [na Europa], é uma situação que tem de ser acabada", disse.

 

Para a dirigente da Amnistia, agora coordenadora do grupo da China, "esta é uma oportunidade única" de apanhar "boleia da Grécia e tentar reverter toda a miséria" que se vive na Europa.

 

Na manifestação marcaram presença vários dirigentes do BE, como os deputados Luís Fazenda e Cecília Honório ou a eurodeputada Marisa Matias, o dirigente do Livre Rui Tavares ou personalidades como o realizador António Pedro Vasconcelos ou a médica Isabel do Carmo.

 

"Acho que toda a gente devia estar aqui, a situação está horrível em toda a Europa, acho que o mínimo que qualquer pessoa pode fazer é isto", afirmou Maria Antónia, outra manifestante, já a entrar na rua do Salitre, junto ao Rato.




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mais votado abelavida 16.02.2015

O que a Grécia precisa é de dinheiro. O senhor Tsipras que dê o NIB e todos os que querem ajudar que transfiram.

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Imparcial 17.02.2015

Em Lisboa existe demasiado dinheiro FÁCIL, que permite que aja demasiada gente profissionalizada em greves e manifestações.

Anónimo 16.02.2015

Tanta sede de poder que o Bloco de Esquerda tem. Assim como tem tanta irresponsabilidade como o governo de esquerda radical da grécia não fossem todos eles a mesma coisa. Enquanto acreditarem que os outros têm de pagar as vossas dividas vão andar sempre a levar multidões para a miséria. Juntem-se todos e enviem dinheiro à grécia, mas do vosso e não dos outros. Tenho vergonha destes movimentos irresponsáveis arquitetados por partidos disfarçados de "redes sociais". Tsipras diz que a Venezuela é um bom exemplo, por isso vão todos para lá e passem horas nas filas diárias para comprar um rolo de papel higiénico ou uma paste de dentes.

Vaievolta 16.02.2015

Em vez de fazerem barulho, os syrizados portugueses, bem podiam dar algum do seu dinheiro ao Tripas. Assim, pelo menos os gregos comiam mais este. Não vêem estes indivíduos, que os problemas dos gregos são, má organização, corrupção, etc. Dinheiro não tem faltado. Precisa é pagá-lo.

A.M. 16.02.2015

Rídiculos...

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