Conjuntura Centeno acredita em crescimento do PIB mais perto de 3,1% em 2017

Centeno acredita em crescimento do PIB mais perto de 3,1% em 2017

O ministro das Finanças está mais optimista em relação ao desempenho da economia portuguesa. Centeno vê como mais provável que o cenário macroeconómico por si desenhado para o PS em 2015 possa ser uma realidade.
Centeno acredita em crescimento do PIB mais perto de 3,1% em 2017
Marta Moitinho Oliveira 07 de junho de 2017 às 13:35

No mesmo edifício, cerca de dois anos depois de ter dado ao PS um cenário macroeconómico ambicioso, Mário Centeno voltou à mesma sala para revelar o seu optimismo quanto a desempenho da economia portuguesa. "2017 não vai estar muito longe dos valores que nessa altura previmos", disse o agora ministro das Finanças. Em Abril de 2015, uma equipa de economistas liderada por Centeno entregou ao PS um conjunto de medidas para o seu programa eleitoral com o qual esperava conseguir em 2017 pôr a economia a crescer 3,1%. 

Mário Centeno falava, em directo a partir da sede do PS em Lisboa, através do Facebook e no Twitter onde respondeu a questões colocadas através das redes sociais.

No primeiro trimestre, o PIB subiu 2,8% em termos homólogos e 1% em cadeia. Os números do Instituto Nacional de Estatística (INE) levaram vários economistas e organizações a rever em alta a previsão de crescimento para este ano. Na segunda-feira, o Fórum para a Competitividade apontou para uma previsão de crescimento mais favorável, com o PIB a subir entre 2,4% e 2,8%.

Também o Presidente da República já avançou com uma projecção, ao revelar que a economia pode crescer 3,2% este ano. As previsões oficiais do Governo apontam para um crescimento económico de 1,8%, mas Mário Centeno já tinha admitido que poderia ficar acima de 2%. Esta quarta-feira, parece ter dado um passo em frente.

Apesar das expectativas melhores, o ministro das Finanças deixou um aviso. "
Se resistirmos a algumas tentações que se ouvem por aí, vamos chegar ao fim da legislatura com números como os definidos" em Abril de 2015, disse o ministro das Finanças.

O governante respondeu ainda a questões sobre uma eventual ida para a presidência do Eurogrupo, defendendo que quando esse assunto se colocar - está previsto que seja em Janeiro de 2018 - "é muito importante que Portugal tenha uma palavra a dizer". "O ministro das Finanças que lá estiver na altura será com certeza uma opção muito válida para este lugar", sustentou.


A sua opinião9
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
GabrielOrfaoGoncalves Há 2 semanas

Daniel, e depois?
Eu nem vou ver se o que diz é verdade. Dou de barato! Então não percebe qual é o ponto? Então mesmo com 4 trimestres consecutivos a arrefecer, como diz (e que eu dou de barato que seja absolutamente verídico), conseguimos nesse período de arrefecimento... crescer mais do que em 2016, ano de reversão de medidas de austeridade? Como é que isto aconteceu? O que é que faltou fazer a Centeno nessa altura que ele está a fazer agora? Quem me explica este enigma?
E se o que diz é verdade, se houve 4 trimestres consecutivos de arrefecimento, então tínhamos necessariamente de estar a crescer bastante no 1º trimestre para depois vir por aí abaixo... e mesmo assim termos conseguido um crescimento anual de 1,6% em 2015 - que é superior aos 1,4% de 2016!
Se a tese do arrefecimento de 2015 é verdadeiro, então toda esta questão, ao invés de se perceber melhor, torna-se é ainda mais enigmática: com arrefecimento cresce-se mais do que com "aquecimento" (leia-se: "fim da austeridade")?

Daniel Há 2 semanas

GabrielOrfaoGoncalves, ponha olho no detalhe de trimestre após trimestre de 2015 e irá ver uma realidade diferente: o crescimento do PIB esfriou a cada trimestre de 2015. Foi essa a realidade do último ano do anterior governo.

GabrielOrfaoGoncalves Há 2 semanas

Digam-me o que descobriu Centeno para pôr a economia a funcionar assim de repente, tendo em conta que no último ano da "austeridade que mata" (2015) crescemos 1,6%:

http://www.jornaldenegocios.pt/economia/conjuntura/detalhe/crescimento_de_2015_revisto_de_15_para_16

e que no primeiro ano do "voltámos a página da austeridade" (2016), com devolução de salários e pensões, abolição parcial da sobretaxa, crescemos só 1,4%:

http://www.jornaldenegocios.pt/economia/conjuntura/detalhe/economia-portuguesa-cresceu-14-em-2016

Como é que o mérito pode ser de Centeno?
Que medidas implantou ele para obter este sucesso que não tivesse já implantado em 2016, ano que no entanto se saldou por um crescimento do PIB inferior ao conseguido pelo último da coligação? O que explica isto?
Não será o turismo, o alojamento local, a baixa do preço do petróleo? (taxado elevadissimamente, para que assim se capte enorme receita para baixar o défice; como na electricidade, taxada a 23% como se fosse bem de luxo!)

Conselheiro de Trump Há 2 semanas

O curandeiro de algarismos mimico aritmetico nao tem q acreditar nem desacreditar,tudo depende do dinheiro que ele la meter.Veio a publico q ja foram 4.000.000.000.metidos na economia onde a fez crescer 2,8%(dizem).se quer crescimento de 3,1% tera de meter mais 5.000.000.000 na economia,tao simples.

ver mais comentários
pub
pub
pub
pub