Impostos Centeno admite mais de 200 milhões para alívio de IRS em 2018

Centeno admite mais de 200 milhões para alívio de IRS em 2018

"Se encontramos um equilíbrio diferente entre todas as medidas que temos a ambição de colocar no orçamento, podemos distribuí-las de forma diferente", afirmou o ministro das Finanças em entrevista à Antena1.
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Nuno Carregueiro 29 de maio de 2017 às 13:23

O ministro das Finanças não se compromete com um valor para baixar o IRS às famílias portuguesas em 2018, mas admite que pode ir além dos 200 milhões de euros que estão inscritos no Programa de Estabilidade com esta finalidade.

 

"Para o IRS a medida de partida é de 200 milhões de euros" de alívio fiscal, "que é o que está no Programa de Estabilidade", refere Mário Centeno em entrevista à Antena1, concedida esta segunda-feira, 29 de Maio. Contudo, "se encontrarmos um equilíbrio diferente entre todas as medidas que temos a ambição de colocar no orçamento, podemos distribuí-las de forma diferente", afirmou o ministro depois de questionado se poderia destinar mais que 200 milhões para baixar o IRS em 2018.

 

O ministro admite esta margem para um maior alívio fiscal no IRS, mas parece ficar longe dos objectivos do Bloco de Esquerda. Em entrevista à SIC Notícias, a 16 de Maio, Catarina Martins defendeu que o Orçamento do Estado para o próximo ano deve conter um alívio fiscal no IRS na ordem nos 600 milhões de euros e que o Orçamento para 2019 deveria conter "outro tanto".

 

Na entrevista à Antena1, Mário Centeno alerta que há outras medidas já previstas para 2018 e que também têm impacto orçamental. "Temos que garantir um equilíbrio entre todas as medidas que vão ter impacto no Orçamento de 2018", disse o ministro, lembrando a sobretaxa, o aumento das pensões que "começará a ter efeito em Agosto deste ano e que tem um impacto completo em 2018", bem como um conjunto "muito alargado de medidas na Segurança Social, como o abono de família e complemento solidário para idosos".

 

"Não nos devemos focar apenas numa medida, porque um orçamento é feito de inúmeras medidas que têm impacto orçamental e que têm que ser avaliadas", acrescentou.

 

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No âmbito do alívio do IRS às famílias portuguesas em 2018 está previsto o aumento do número de escalões, mas o ministro adverte que este é um processo para fazer de forma faseada e que só estará concluído depois desta legislatura.

 

"O que vamos fazer em 2018 é uma alteração do desenho do IRS, que passará, com uma probabilidade muito grande, por uma alteração dos escalões", afirmou Centeno, que não se compromete com os oito escalões até ao fim da legislatura. "Não está no nosso programa", respondeu na entrevista à Antena 1.




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comentários mais recentes
Juca 29.05.2017

Passa para 2018! Se ainda for governo empurra para 2019; se não for, dizem que estava tudo em ordem para os tais "alívios". Come tuguinha...

policia e gnr velhinhos 60 anos reformados S/corte 29.05.2017

VIA LEI DE APOSENTAÇÃO DA DITADURA

OS TUGAS GUNHADA QUE TRABALHEM ATE AOS 66 ANOS E 4 MESES

NOS SOMOS ESPECIAIS DE CORRIDA GT

MELHOR ESTÃO MILITARES A BRINCAR AS GUERRAS VIRTUAIS

GRANDE DEMOCRACIA

Mr.Tuga 29.05.2017

Só coisas BOAS!
Este ministro só dá boas novas aos tugas!!!!
A divida colossal evaporou-se! E descobriu petroleo e diamantes e ouro no Largo dos RATOS!

Anónimo 29.05.2017

As esquerdas sindicais que vêem no factor trabalho um fim em si mesmo e no sindicato o clube que fanaticamente apoiam quais tiffosi inebriados pelo keynesianismo desmiolado e o marxismo anti-capital, como se houvesse alguma distinção entre os factores produtivos a não ser aquela que advém do valor que a sua combinação consegue gerar com base na mais economicamente racional alocação dos mesmos, têm que perceber que a crise económico-social de equidade e sustentabilidade que se vive é acima de tudo culpa sua porque é com base nas profundas distorções de mercado que fomentam que outras distorções de mercado obtêm as condições para surgir e proliferar.

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