Conjuntura Centeno diz que estão criadas as condições para o aumento da poupança das famílias

Centeno diz que estão criadas as condições para o aumento da poupança das famílias

O ministro das Finanças considerou, na sexta-feira, que estão criadas as condições para que o nível de poupança das famílias aumente, apesar de os dados do INE indicarem que se atingiu o valor mais baixo em 18 anos.
Centeno diz que estão criadas as condições para o aumento da poupança das famílias
Miguel Baltazar
Lusa 24 de junho de 2017 às 09:55

"Penso que estão criadas as condições para que isso aconteça [o aumento da taxa de poupança] e há indicadores positivos que nos permitem esperar uma inversão do lado da poupança", referiu Mário Centeno, em declarações à agência Lusa, numa reacção aos dados divulgados sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Nas contas nacionais trimestrais para o sector institucional publicadas, o INE aponta que a taxa da poupança das famílias voltou a cair para os 3,8% do rendimento disponível, menos 0,5 pontos percentuais do que no trimestre anterior e o valor mais baixo pelo menos desde o quarto trimestre de 1999.

A falar em Castelo Branco, à margem de um jantar de apresentação de Luís Correia como candidato do PS à câmara local, Mário Centeno não escondeu que "desejaria e esperaria que também do lado da poupança das famílias houvesse uma recuperação", mas salientou que os dados trimestrais devem ser vistos com cautela, por serem "voláteis".

Por outro lado, defendeu que devem continuar a ser seguidas as políticas que permitem essa poupança, tendo destacado a redução da carga fiscal e o aumento de rendimentos, como bons exemplos do que já foi feito pelo actual Governo.

"São contributos importantes e, também por isso, esperamos que nos próximos trimestres haja uma alteração dessa tendência", reiterou.

Segundo afirmou, citando dados de Maio e Junho, há indicadores positivos nesse sentido, nomeadamente a queda acentuada do desemprego, bem como do lado dos salários e do emprego um aumento das contribuições para a segurança social.

"São essas forças económicas - emprego, salários e redução do desemprego - que permitirão, e estamos convictos de que o farão, que a taxa de poupança das famílias melhore nos próximos tempos", acrescentou.




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mais votado Anónimo 24.06.2017

A CGD só tem lá 2200 excedentários pagos com o seu peso em ouro, salários e prestações sociais incluídas, que só agora foram "detectados" porque a UE alertou a gestão da organização para o facto começando finalmente a fazer-se luz. Outros bancos, altamente subsidiados, assim como diversas áreas do sector público em geral, sofrem do mesmo síndroma. Mas vai ser tarde demais e a factura é gigantesca porque a factura do excedentarismo é gigantesca e acarreta custos de oportunidade colossais. Faça-se luz noutras organizações também ou ainda morre muito mais gente em Portugal de forma totalmente absurda e perfeitamente evitável.

comentários mais recentes
António 24.06.2017

Com as actuais taxas dos depósitos a prazo, com a desconfiança instalada no sistema bancário, com a elevada taxa de de IRS de retenção na fonte e com a elevada propenção para a contração de crédito ao consumo, as palavras do ministro das finanças não fazem qualquer sentido.

pertinaz 24.06.2017

ESTUPOR MENTIROSO...!!!

Anónimo 24.06.2017

Num País em que metade das familias que declaram IRS não paga imposto porque não têm rendimento suficiente e a outra metade é esmifrada por impostos para pagar os juros das dívidas que um bando de irresponsáveis fez, está- se mesmo a ver que há condições para se fazerem poupanças.




Conselheiro de Trump 24.06.2017

Entao vamos la:o sector imobiliario esta em ascensao mas nao a custa dos portugueses,porque se eles la nao podiam chegar,a extensao aumentou.Ontem foi dito q em cada 10 euros poupam-se uns centimos:os portugueses salaria/estao como nunca antes,o petroleo nao para de baixar.Para onde ira o dinheiro?

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